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Tipos de Colónias: Povoamento, Exploração e Protectorado

Introdução

Com a entrada dos Europeus na América, dois processos de colonização foram desencadeados. O primeiro foi chamado de ‘colónia’, onde o objectivo era desenvolver a terra com habitação, criando formas de comércio e ampliando as estruturas básicas da colónia (criação de escolas, hospitais, etc.). O segundo caso são as ‘colónias de exploração’, nas quais a metrópole tem como interesse apenas explorar os recursos naturais da colónia para enriquecer e levar todo lucro a seu país de origem. Neste caso não há preocupação com a terra colonizada. Entretanto neste trabalho irá falar-se dos tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras.


Índice
Introdução
Tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras
Colónia do Povoamento
Colónias de exploração
Protectorados
Conclusão
Bibliografia

Tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras
As colónias de povoamento correspondem àquelas que se desenvolveram nas áreas temperadas da América, melhor exemplificadas com as colónias inglesas da América do Norte, especialmente a Nova Inglaterra.
A África, sendo um continente com uma grande variedade bioclimática, de recursos pedologicos, hidrográficos, e outros, foi conquistada em muitos casos, com objectivo diferentes, de acordo com as características de cada região, primapro que também esteve subjacente ao processo de patilha.
Colónia do Povoamento
De acordo com o próprio nome, são colónias que tinham por objectivo serem povoados com populações coloniais, vinda da metrópole umas das formas de reservar os problemas da exploração demográfica que se iniciou na Europa no século XVIII, ao mesmo tempo que serviria para desenvolver em África varias actividades a nível político administrativos económico e cultural.
Os colonialistas estalaram-se preferencialmente nas zonas com climas temperados que se encontram nos extremos norte e sul de África por serem semelhantes aos da Europa. A partir desses extremos a concentração das colónias iam diminuindo ora para sul, ora para norte. De seguida a preferência era para as planícies costeiras, e vales fortes por serem zonas mais acessíveis.
Ao mesmo tempo, os africanos foram afastados para zonas mais férteis e sem acesso ao capitais, aos mercados, à educação de nível europeia e ainda obrigados a procurar emprego nas cidades e nas fazendas desses mesmos europeus para suportar os impostos.
Estima-se que, até meados da década 1950, viviam em África mais de 5 milhões de colonos de acedência europeia que consideravam África é o seu continente. Estes porem, era uma minoria em relação ao total da população africana, que rondaria cerca de 240 milhões de indivíduos.
Os exemplos típicos de colónias de povoamento foram à Argélia Francesa e África de Sul Britânica, em especial da cidade de cabo. Não se podem desprezar as colónias as colónias da Rodezia do sul (Zimbabwe), Rodezia do norte (Zambia), Congo Belga, Quenia, Morocos, Tonizia e Sul de Moçambique e Angola, no caso de Portugal.


Como vimos, a população colona era numericamente inferior em relação Africana e, por isso, um pouco por toda África, encontramos nossas colónia sociedade cosmopolitas combinando raças, línguas e regiões deferentes sendo o exemplo típico o Egipto. Mesmo sendo uma minoria. A população vinda a Europa encontrava-se em posições de superioridade em relação a maioria Africana pois a população colona tinha privilégios que lhe eram compridos pelos governos coloniais.
A maior das colónias do sul de África, a partir dos finais do século XIX houve um ritmo de povoamento acelerado em que a população indigna foi “empurrada” para zonas menos povoadas.
Em geral, os colonos monopolizam o poder político, a economia, as profissões especializadas, as direcções gerais, entre outros. No entanto todos as colónias da África Negra, em essa situação descolonizámos foi mais grave na união sul-africana, em contradições com os protectorados vizinhos da Basutolanda e da Suazilandia, onde os africanos tinham direitos e terras.
A economia europeia para maioria, regiões do mundo é anterior ao colonialismo em especial para a morte de África, através do mar mediterrâneo.
Fig. 01: As zonas de maior concentração de colonos em África.
Colónias de Exploração
Apesar de terem existido colónias de povoamento está claro para todos que o objectivo principal do colonialismo em África era explorar os seus recursos para satisfazer as crescentes indústrias e concorrência entre países captalistas, em especial aquele que nos finais dos séculos XIX, havíamos atingido a fase imperialista. A exploração dos recursos africanos deu-se em todo tipo de colónias fossem elas de administração directa, indirecta ou mista.


Em África foram dados concessões de vastos territórios as companhias privadas como forma de atrair capitais. Em muitos de governos europeus na aquisição e na administração das colónias apesar de serem em povos especuladores.
As companhias tiveram maior imposto nas colónias Britânicas e Alemães, sem ignorar Portugal, que-as introduziu sobretudo no Norte e Centro de Moçambique.
Várias foram as companhas que estiveram presentes em África:
  • A companhia do Niger; 
  • A companhia Britanica da África do sul; 
  • A companhia imperial Britânica da África Oriental; 
  • A companhia alemã do sudeste africano e da África oriental em Moçambique; 
  • As companhas do Niassa, do Zambeze e de Moçambique.
Fig. 02: Companhias que estiveram presentes em Moçambique
Protectorados
Os protectorados foram um tipo de colónia cuja extinção corresponde a um determinado reino pré-existente, no país colonizado metrópole, o país ou conquista conservou os limites territoriais e soberania da classe divergente, isto, por suavizar-se declararam seus vassalos. O reino de Buganda é um exemplo típico de protectorados, apesar de terem investidos varias outros exemplos um pouco por todo continente.
Figura 03: Os protectorados

Os protectorados, os governos coloniais proporcionavam a segurança necessária para explorar recursos minerais, pedólogicos, hidrológicos, bioclimáticos. Daí a existência de companhias majestáticas e a construção de varias infra-estruturas, como ferrovias, rodovias e portos, com o objectivo principal escoar os produtos de exportação para mercados mundiais e de receber os produtos manufacturados vindos da metrópole.

Conclusão
Terminado trabalho, concluiu-se que os dois tipos de colonização explicam as diferenças que se apresentarão posteriormente: a colónia não prosperou, ao contrário da Nova Inglaterra, que foi o embrião do desenvolvimento norte-americano. Portanto, é o sentido da colonização, essencialmente de exploração, o grande responsável pelos problemas do atraso que ainda hoje marcam o nosso país, e não outros factores, como clima, raça, miscigenação ou religião, carentes de base histórico-científica.
Constatou-se também que Em África foram dados concessões de vastos territórios as companhias privadas como forma de atrair capitais. Em muitos de governos europeus na aquisição e na administração das colónias apesar de serem em povos especuladores.

Bibliografia
  • NHAMPURO, Telesfero, CUMBE, Graça, História 11ª classe, Plural Editores, Maputo, 2016 
  • www.estudamoz.blogspot.com

Impacto da Dominação Colonial em África

Resumo:
Para alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influência do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas.
Entretanto, isto não quer dizer que a ocupação colonial foi totalmente positiva. Porque enquanto ajudavam despropositadamente no desenvolvimento, doutro lado havia exploração e opressão, a pilhagem de matérias-primas, o desprezo e racismo, a matança de vidas humanas, e muitos outros males.



Índice
Introdução
Impacto da Dominação Colonial em África
Impactos Positivos
Ao nível político
Ao nível administrativo
Ao nível das consciências e nacionalismos africanos
Impactos Negativos
Ao nível económico
A nível sociocultural
Conclusão
Bibliografia



Introdução 
A invasão, partilha, pilhagem e ocupação efectiva de África pelos Europeus entre os séculos XV-XIX, trouxe numerosas mudanças no âmbito político, económico, sociocultural e várias outras áreas nas populações africanas. Trata-se dos impactos negativos e positivos cujas fazem-se sentir até os dias actuais. Entretanto, neste trabalho de uma forma resumida irá descrever-se estes impactos.
Impacto da Dominação Colonial em África
A questão da dominação colonial em África tem merecido os mais controversos debates da História de África. Alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influencia do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas, nomeadamente:
  • O aparelho administrativo; 
  • A rede de estradas ferrovias; 
  • O sistema de telecomunicações; 
  • O serviço básico de educação e de saúde.
    É fácil questionar hoje a lentidão do desenvolvimento económico durante os cinquenta (50) anos de colonização colonial. Não obstante, a diferença entre a condição da sociedade africana no final século XIX e a do final da Segunda Guer-ra Mundial é espantosa. As potências coloniais proporcionaram toda a infra-estrutura da qual dependeu o progresso na época da independência: aparelho ad-ministrativo, aliás eficiente que alcançava as ideias mais remotas, uma rede de es-tradas, de ferrovias e de serviços básicos em matéria de saúde e de educação. As exportações de matérias-primas trouxeram considerável riqueza aos povos da África ocidental.
    Boahem, História Geral de África, p. 788

    Segundo Lloyd, o carácter da influência colonial foi positivo.
    Já os teóricos do subdesenvolvimento e do desenvolvimento consideraram que o efeito positivo do colonialismo em África foi praticamente nulo.
    […] é costume dizer que de um lado havia exploração e opressão, mas que, de outro lado, os governos coloniais fizeram muito pelos africanos e contribuíram para o desenvolvimento de África. Para nós, isso é completamente falso. O coloni-alismo só tem um aspecto, um braço: é um bandido manente.
    In A. Adu, Boahen, História Geral de África:
    a África sob a dominação colonial: 1880-1935, p. 788

    Opinião do historiador guianês negro Walter Rodney sobre o subdesenvolvimento da África.
    Apesar da dialéctica que nos é apresentada, uma questão está clara. O colonialismo trouxe consequências de cariz político, económico sociocultural que podem ser vistas como positivas, logo, benéficas ou então negativas, prejudiciais.

    IMPACTOS POSITIVOS
    Ao nível político
    Ao nível político o primeiro impacto foi a instauração de um grau maior de paz e de estabilidade. Após a ocupação colonial e a implantação dos vários aparatos adminis-trativos, guerras de expansão e de resistência.
    Outros aspectos ao nível político que podia-se considerar positivo, é o novo orde-namento geopolítico dos modernos Estados africanos que se matem até à actualidade. Embora esses territórios tivessem sido criados arbitrariamente e artificialmente, foi desta forma que surgiram estados modernos independentes em África.
    No entanto, no Congo, por exemplo, este processo levou ao surgimento de Esta-dos com superfícies diferentes, como foi o caso do Congo Belga cuja superfície é maior que Burundi e Ruanda (território franceses).

    Ao nível administrativo
    O sistema colonial introduziu em África um novo sistema judiciário e uma nova burocracia ou administração. A estrutura montada contribuiu ainda para o aparecimento de uma classe de funcionários africanos que se foram multiplicando até a actualidade.

    Ao nível das consciências e nacionalismos africanos
    Por último, destaca-se o nascimento do nacionalismo no quadro dos limites das fronteiras coloniais, caracterizado pelo desenvolvimento de certo grau da independência e de consciência entre as classes grupos étnicos que habitavam cada um dos novos esta-dos. Emergiram ainda as elites instruídas que haviam se beneficiado da educação colonial, muitas vezes como filhos ou parentes da elite africana que estava ao serviço da administração colonial (assimilados). Forma que, mais tarde, tomaram consciência da sua pertença, da sua nação e promoveram os movimentos nacionalistas África africanas que anos depois levaram aos Movimentos de Libertação Nacional e às Independências.

    IMPACTOS NEGATIVOS
    O aspecto negativo mais marcante de todo o sistema colonial foi a perda da sobe-rania (autoridade) e independência política e económica dos africanos. Estes o perderam direito de traçar planos de desenvolvimento para os seus países, bem como de participar na tomada de decisões, porque apenas o governo colonial é que ditava as regras de go-vernação. Portanto os africanos impedidos de exercer a sua cidadania no seio dos próprios países.
    Outro aspecto negativo foi o subdesenvolvimento do continente africano e a de-sorganização do sistema social, político e económico das sociedades africanas. Várias comunidades e grupos étnicos e culturais foram divididos pelas fronteiras artificiais, milhares de riquezas africanas foram pilhadas e milhões de pessoas foram mortas arbitra-riamente.
    Foi instituído um sistema judicial que relegou para um plano secundário as leis africanas, embora tenha permitido a integração dos africanos no sistema judicial interna-cional inspirado no direito romano.

    Ao nível económico
    O escoamento de matérias-primas em bruto para Europa e de produtos manufactu-rados para a África obrigou a montagem de uma rede de estradas, portos, aeroportos e ferrovias. E ainda à criação de uma rede de telecomunicações como telégrafos e telefo-nes.
    Com as relações laborais e a existência de trabalhadores assalariados introduziu-se em África a economia monetária que desempenhou um papel catalisador nas relações comerciais entre a Europa e África. Foi a partir desta realidade económica que foram instaladas em África redes bancárias e que se desenvolveram hábitos consumistas, que tendem a agregar-se nesta fase em que o mundo vive globalizado.
    Registou-se também a emigração e imigração entre países africanos, em busca de melhores condições de vida ou na fuga às difíceis condições de exploração como foi o trabalho forçado ou o pagamento dos impostos.

    A nível sociocultural
    Com a colonização, em algumas colónias como as portuguesas deu-se a acultura-ção das populações africanas, sobretudo, como aponta Davidson (1969), citado por Me-lo (1971:51), “a assimilação das raças ditas inferiores, por cruzamentos, pela religião cris-tã, pela mistura dos elementos mais diversos, mesmo a liberdade de acesso às mais altas funções do Estado na Europa (…)”- Esta situação levou ao esmagamento das tradições culturais africanas a favor da cultura ocidental.
    A educação ministrada para as populações ditas indignas contribuiu bastante para implantar a educação ocidental e retardar o pensamento intelectual dos africanos, ensi-nando-os apenas o saber fazer para servir os interesses económicos dos europeus.
    A existência de uma pequena elite africana e a política de assimilação desenvolve-ram em alguns países, sobretudo onde a forma de administração foi a directa, uma polí-tica de discriminação racional caracterizada pela existência de brancos, mestiços e ne-gros.
    Apesar do sofrimento da colonização, a cobrança dos impostos no campo, a po-breza extrema e a procura de melhores condições de vida levaram a número elevado da população camponesa a emigrar para as cidades, culminando com o crescimento destas.
    Os europeus introduziram em África as suas línguas e perduram até hoje como lín-guas oficiais dos africanos ou ainda de unidade nacional, caso de Moçambique, facto que este facilitado pela diversidade das línguas africanas em cada país.

    Conclusão
    Terminado trabalho, concluiu-se para alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influência do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas.
    Entretanto, isto não quer dizer que a ocupação colonial foi totalmente positiva. Porque enquanto ajudavam despropositadamente no desenvolvimento, doutro lado ha-via exploração e opressão, a pilhagem de matérias-primas, o desprezo e racismo, a ma-tança de vidas humanas, e muitos outros males.

    Bibliografia
    • NHAMPURO, Telesfero, CUMBE, Graça, História 11ª classe, Plural Editores, Maputo, 2016

    Consequências da 1ª (Primeira) Guerra Mundial para África e Europa - HISTORIA

    Introdução
    A Primeira Guerra Mundial terminou com a rendição da Alemanha em 11 de Novembro de 1918. A partir daí, a Europa e África passaram por uma reconfiguração de poder política, demográfica, económica e sociocultural. As principais transformações do pós-guerra ocorreram com a edição do Tratado de Versalhes e com as novas definições no mapa político-económico mundial com o surgimento de novas grandes potências. Entretanto neste trabalho trazemos a abordagem sobre as consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa e Para África. Onde analisará-se estes aspectos a nível económico, político, demográfico e sociocultural.




    • Índice
    • Introdução. 1
    • Consequências da 1ª Guerra Mundial para África. 2
    • A Nível Político. 2
    • A Nível Economico. 2
    • A Nível Demográfico. 3
    • A Nível Sociocultural 4
    • Consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa. 4
    • A Nível Económico. 4
    • A Nível Demográfico. 4
    • A Nível Político. 5
    • A Nível Sóciocultural 6
    • Conclusão. 7
    • Bibliografia. 8


    Consequências da 1ª Guerra Mundial para África
    A Nível Político

    Ao longo de quatro anos, populações europeias e africanas foram deslocadas, culturas foram destruídas, num cenário onde a contestação ao domínio político, económico e administrativo europeu começou, também, inevitavelmente, a ganhar notoriedade. Nos territórios do protectorado britânico da África Oriental, terminada a guerra, as estimativas apontam que cerca de 100 000 africanos nunca terão regressado a casa.
    São muitas as transformações que a guerra iria trazer à vivência e ao quotidiano dos africanos, uma vez assinada a paz. Na verdade, as elites africanas acabaram por saber tirar partido de algumas das oportunidades que a guerra lhes trouxe: em 1916 era aprovada a «Loi Blaise Diagne» que reconhecia o direito de cidadania francesa a todos os residentes nas quatro comunas do Senegal: Dakar, Gorée, Saint-Louis e Rufisque, esta medida foi acompanhada pela promessa do representante senegalês na câmara dos deputados francesa, Blaise Diagne, de obtenção de isenção do trabalho forçado, promessa que acabaria, no entanto, por nunca ser cumprida.








    A Nível Economico
    Apesar da maioria dos confrontos ter ocorrido em solo europeu, o envolvimento do continente africano na Grande Guerra acabaria por ser tudo menos irrelevante: ao longo de quatro anos África forneceu recursos materiais e humanos, a uma escala sem precedentes, para a Frente Ocidental. África ver-se-ia assim envolvida na Grande Guerra em virtude não só do controlo político que a Europa exercia sobre o continente mas também devido ao potencial estratégico de muitos destes recursos e infra-estruturas sobretudo portos, linhas de comunicação e estações telegráficas considerados indispensáveis à prossecução da guerra. As colónias não foram por isso meros campos de batalha, elas eram parte integrante das economias de guerra dos países europeus, fornecendo matérias-primas, alimentos e soldados para a frente ocidental. África deixou de representar apenas mais um destino de comércio, para se transformar num território onde a Europa passou a exercer controlo político; até 1880, 80% do território africano era governado pelos seus próprios reis;
    Por esta altura, as exportações alemãs para as suas colónias em África cifravam-se em 57,1 milhões de marcos, pouco mais de 2% do valor total do comércio externo alemão, em 1913. O reich, entre 1894 e 1913, tinha gasto mais no desenvolvimento e manutenção dos seus territórios coloniais – 1 0002 milhões de marcos – do que o valor total do seu comércio com aqueles territórios, 972 milhões de marcos.

    A Nível Demográfico
    Cerca de dois milhões e meio de africanos foram mobilizados, como soldados, trabalhadores ou carregadores, valor que corresponde a, aproximadamente, 1% do total da população do continente.
    No Verão de 1914 existiam 14 785 soldados africanos na África ocidental. Quando a guerra eclodiu apenas a França dispunha de um número «significativo» de tropas coloniais nos seus territórios, cerca de quinze mil homens; em 1912, com vista à criação de um exército negro permanente, tinha sido publicado um decreto que tornava obrigatório o serviço militar, durante quatro anos, para todos os africanos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 e os 28 anos. Contudo, e à medida que o conflito foi evoluindo todas as potências coloniais foram compelidas a expandir os respectivos contingentes coloniais, recorrendo, muitas vezes, ao recrutamento e à incorporação de voluntários.
    Começou então, nas palavras do governador da África Ocidental francesa, Gabriel Anglouvant, «uma verdadeira caça ao homem». No ano de 1915-1916 as autoridades francesas estabeleceram como objectivo o recrutamento de 50 mil homens, o descontentamento e a revolta das populações cedo se fez sentir, tornando impossível a realização de incorporações nas regiões sublevadas, contudo as estimativas apontam para que, durante os anos da guerra, cerca de 483 mil soldados coloniais terão integrado o exército francês. Para juntar aos soldados da África ocidental, mais 250 000 soldados do Norte de África e de Madagáscar integraram o mesmo exército.

    A Nível Sociocultural
    As consequências da Grande Guerra em África, cujos impactos se fizeram sentir em todo o continente ao longo de quatro anos, só podem, em grande medida, ser comparáveis aos efeitos devastadores provocados por séculos de escravatura. De uma forma geral podemos afirmar, desde logo, que os impactos da Grande Guerra, quando analisados para além da destruição provocada por quatro anos de conflito, se fizeram sentir no quotidiano do continente devido a três causas principais: o recrutamento das populações africanas; o êxodo dos europeus;

    Consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa
    A Nível Económico
    O pagamento de reparações onerosas impostas aos perdedores após a Primeira Guerra Mundial, durante um período inflacionário em toda a Europa na década de 1920 – outro resultado directo dos efeitos materiais de uma guerra catastrófica – causou uma hiperinflação da moeda alemã, o Reichsmark , por volta de 1923. Aquele período de hiperinflação combinado com os efeitos da Grande Depressão (iniciada em 1929) abalou seriamente a estabilidade da economia da Alemanha, acabando com as economias pessoais da classe média e gerando desemprego em massa.
    O caos económico em muito colaborou para aumentar a agitação social, desestabilizando a já frágil República de Weimar. Os esforços das potências europeias ocidentais para marginalizar a Alemanha, tiveram como resultado o enfraquecimento e isolamento de seus líderes democratas, fazendo surgir entre a população alemã a idéia de que era necessário recuperar seu prestígio nacional através da remilitarização e da expansão territorial.

    A Nível Demográfico
    A destruição e a perda catastrófica de vidas ocorridas durante a Primeira Guerra Mundial resultou no que poderia ser descrito como desespero cultural em muitas nações que haviam participado dos combates. A decepção com as políticas nacionais e internacionais e um sentimento de desconfiança em relação aos líderes políticos e funcionários governamentais, permeavam a consciência de um público que havia testemunhado os danos de um conflito devastador que havia durado quatro anos. A maioria dos países europeus perdeu práticamente toda uma geração de homens jovens. Embora alguns escritores glorificassem a violência da guerra e o contexto nacional do conflito, como o alemão Ersnt Jünger, em sua obra datada de 1920, entitulada “Tempestades de Aço”, Stahlgewittern, na verdade foi o relato vivo e realista dos combates nas trincheiras, retratados na obra-prima de Erich Maria Remarque “Nada de Novo no Front” (Im Westen nichts Neues), datada de 1929, que conseguiu captar a experiência das tropas nas frentes de batalha e expressar a alienação da "geração perdida", que retornava ao lar após a Guerra e se sentia incapaz de se adaptar aos tempos de paz, e ao mesmo tempo era tragicamente incompreendida pelos civis que não haviam testemunhado os horrores da Guerra em primeira mão.

    A Nível Político
    A reviravolta social e econômica que se seguiu à Primeira Guerra Mundial em muito contribuiu para desestabilizar a incipiente democracia alemã, permitindo assim a ascensão de muitos partidos radicais de direita na Alemanha durante a República de Weimar. Tão destrutiva quanto as rígidas determinações do tratado de Versalhes era a crescente convicção de muitos alemães de que haviam sido "apunhalados pelas costas" pelos "criminosos de novembro" – ou seja, por aqueles que haviam ajudado a formar o novo governo de Weimar e a negociar a paz que os alemães tanto desejavam, mas que foi tratada de forma desastrosa no Tratado de Versalhes.
    Muitos alemães pareciam haver se esquecido de que haviam, eles mesmos, elogiado a queda do Kaiser [Imperador], aprovado a reforma parlamentar democrática e comemorado o armistício. Eles faziam questão de apenas se lembrar de que a esquerda alemã – os socialistas, comunistas e, no imaginário popular também os judeus, – havia entregue a honra alemã em um tratado de paz vergonhoso, mesmo que nenhum exército estrangeiro houvesse pisado em solo alemão. O mito da Dolchstosslegende (punhalada nas costas) foi criado e difundido por já aposentados líderes militares alemães da época da Guerra que, já em 1918 sabendo que a Alemanha não mais tinha condições de manter a guerra, haviam aconselhado o Kaiser a pedir a paz. A lenda criada ajudou a desacreditar ainda mais os círculos socialistas e liberais alemães, que eram os que mais se dedicavam a manter a frágil experiência democrática alemã.
    Os Vernunftsrepublikaner ("republicanos racionais"), entre eles o historiador Friedrich Meinecke e o escritor alemã que havia recebido o prêmio Nobel, Thomas Mann, inicialmente haviam resistido à reforma democrática mas, devido aos problemas do pós-guerra sentiram-se na obrigação de apoiar a República de Weimar, como a menos pior das alternativas possíveis. Eles tentaram afastar seus compatriotas da polarização entre a esquerda e a direita radicais. As promessas da direita nacionalista alemã de revisar o Tratado de Versalhes, pela força caso necessário, conquistavam cada vez mais simpatizantes em círculos respeitados pela opinião pública. Enquanto isso, os rumores de uma iminente ameaça comunista, após a eclosão da Revolução Bolchevique na Rússia e dos breves golpes e revoluções comunistas na Hungria (Bela Kun) e na própria Alemanha (i.e. a Revolta Espartacista, Spartakusaufstand ), começavam a alterar o equilíbrio da balança da opinião política alemã decididamente em prol das causas da direita.

    A Nível Sóciocultural
    Enquanto os agitadores da esquerda cumpriam pesadas sentenças na cadeia por gerarem inquietação política, os activistas radicais de direita, como Adolf Hitler, cujo Partido Nazista havia tentado depor o governo da Bavária e iniciar uma "revolução nacional" no Beer Hall Putsch em novembro de 1923, cumpriram apenas nove meses dos cinco anos de suas sentenças por traição, considerada crime capital. Foi enquanto cumpria sua sentença na prisão, que Hitler escreveu seu manifesto político, Mein Kampf (Minha Luta).
    Em alguns círculos, essa indiferença e essa desilusão com as políticas bélicas e os conflitos auxiliaram a aumentar o sentimento pacifista. Nos Estados Unidos a opinião pública era a favor do retorno ao isolacionismo; e esse sentimento popular foi o fundamento da recusa do senado norte-americano em ratificar o Tratado de Versalhes e aprovar a inclusão dos EUA na Liga das Nações proposta pelo presidente Wilson. Para uma geração de alemães, aquela alienação social e desilusão política foi retratada na obra “E agora, seu moço?” (Kleiner Mann, was nun?), do escritor alemão Hans Fallada, uma história sobre um alemão "comum" em meio ao tumulto da crise económica e do desemprego, e igualmente vulnerável às palavras sedutoras dos políticos radicais de esquerda e de direita. A obra de Fallada, de 1932, retratou com precisão a Alemanha de sua época: um país imerso em inquietações económicas e sociais e polarizado entre as duas extremidades do espectro político. Muitas das causas dessa desordem tiveram suas origens na Primeira Guerra Mundial e no período que a seguiu; e o caminho em seguida tomado pela Alemanha resultaria em uma guerra ainda mais destrutiva nos anos vindouros.

    Conclusão
    Terminado trabalho pôde então concluir-se que por tudo que vimos viu-se, especialmente com relação ao Tratado de Versalhes, o fim da Primeira Guerra Mundial não criou um ambiente de paz, ao contrário disso, ampliou as rivalidades existentes desde o período imperialista, especialmente nos alemães que passaram a desejar vingança. O discurso de Hitler era impregnado de acusações contra o Tratado de Versalhes e aos "traidores da nação", pois os social-democratas eram acusados de traidores por terem mediado a rendição do país.
    Além disso, constatou-se que cerca de 8 milhões e meio de pessoas morreram e perto de 20 milhões ficaram feridas. Queda dos grandes impérios e o aparecimento de novos estados, definiu--se um novo mapa político na Europa. Fome, desemprego alarmaram a Europa. As classes sociais empobreciam cada vez mais, provocando uma certa agitação social, as mulheres que antes não trabalhavam fora de casa entraram no mundo de trabalho e conquistaram também direito de voto.


    Bibliografia

    • HOBSBAWN, Eric J.. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914 – 1991. n
    • C.M. Andrew and A.S. Kanya-Forstner, «France, Africa, e a Primeira Guerra Mundial» in Journal of African History, XIX, 1978, p. 11.
    • Andrew D. Roberts, «Introduction» in A.A.V.V., The Cambridge History of Africa c.1905-c.1940, (Ed.) A.D. Roberts, Vol. 7, Cambridge, Cambridge University Press, 1986, p. 3.


    A Transição do Mito para a Reflexão Filosófica


    Introdução 



    A mitologia é o estudo do mito, das suas origens e significados. Alguns dos mitos mais conhecidos fazem parte da mitologia grega, que exprime a maneira de pensar, conhecer e falar da cultura grega. Fazem parte da mitologia grega os deuses do Olimpo, os Titãs, e outras figuras mitológicas como minotauros e centauros.



    1. Índice 
    2. Introdução.1
    3. A transição do mito para a reflexão filosófica..2
    4. Mitos (conceito)..2
    5. Tipos de Mitos..2
    6. Características do conhecimento mitológico...4
    7. Funções dos mitos..4
    8. Surgimento da filosofia e suas escolas..5
    9. Características do conhecimento filosófico..6
    10. Conclusão..8
    11. Bibliografia..9

      A transição do mito para a reflexão filosófica 
      Desde sempre e naturalmente o ser humano preocupou em conhecer a razão das coisas. As perguntas, porem profundas, que as crianças colocam aos adultos, como: Porque é que o caro tem rodas? Porque é que Chove? São prova desta realidade. 

      1.0 Mitos (conceito) 
      Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram.

      A mitologia é o estudo do mito, das suas origens e significados. Alguns dos mitos mais conhecidos fazem parte da mitologia grega, que exprime a maneira de pensar, conhecer e falar da cultura grega. Fazem parte da mitologia grega os deuses do Olimpo, os Titãs, e outras figuras mitológicas como minotauros e centauros. 

      Tipos de Mitos 
      • Mitos cosmogônicos 
      São os mitos de criação. Nesse tipo de mito encontramos a figura do criador ou criadores. Eles explicam como o mundo foi criado. Geralmente esses mitos mencionam uma matéria já existente a toda a criação: o oceano, o caos ou a terra. 
      • Mitos escatológicos 
      São mitos que apresentam o enigma da morte. Sua origem, para onde vamos após a morte, o fim do mundo. 
      • Mitos fundadores 

      São aqueles que narram à origem de uma nação, cidade, crença, rito. 
      • Mitos soteriológicos 
      Apresenta o universo da iniciação e dos mistérios, dos rituais, dos percursos purificadores. São os mitos dos salvadores, dos heróis. 
      • Mitos teogónicos 
      São mitos que relatam o nascimento dos deuses, as suas genealogias e seus parentescos. 

      • Mitos naturalistas 
      Esses mitos apresentam uma justificação mítica para os fenômenos naturais, telúricos, astrais e atmosféricos. Comum na Mitologia Ioruba. Eles explicam de onde surgiu a chuva, os raios, o oceano, etc. 
      • Mitos heroicos 
      Comum nas mitologias gregas e romanas, narram às atividades e ações dos heróis (ou semideuses, filhos de humanos com deuses). 

      1.1 Características do conhecimento mitológico 
      • Os mitos representam os factos ou personagens reais, exagerados pela imaginação popular, tradição, etc. 
      • Os mitos explicam as origens do mundo e do homem por meio de personagens sobrenaturais como deuses ou semi – deuses; 

      RACIONALIDADE 
      O primeiro tipo de resposta dado para resolver os problemas do mundo concreto (physis) foi o mitológico. Quando percebeu-se que esse tipo de conhecimento tinha muitas falhas, os povos antigos passaram a buscar novas respostas. Tal mudança ocorreu na Grécia. Historicamente falando, aproximadamente no século VIII aC havia. 

      1.2 Funções dos mitos 
      O mito possui três funções principais: 
      O mito tem função explicativa ou simbólica e, geralmente, está relacionado a uma data ou uma religião. Quando relacionado à origem do mundo ou do homem, remete a personagens sobrenaturais, tais quais deuses, semideuses e monstros. Diferencia-se da filosofia ao afastar-se da razão e buscar explicações no simbólico e no sagrado. Acontecimentos reais podem ser mitificados caso a cultura permita e a comunidade agregue a simbologia necessária para isso. Mito não é o mesmo que lenda. 
      O pensamento mítico envolve e relaciona elementos diversos, fazendo com que eles ajam entre si. Depois, ele organiza a realidade, dando um sentido metafórico às coisas, aos fatos. Em terceiro plano, ele cria relações entre os seres humanos e naturais, mantendo vínculos secretos que necessitam ser desvendados. O mito nos ajuda a se acomodar no meio em que vivemos. 
      Uma das razões da existência do mito é a necessidade de saciar a curiosidade dos homens em uma época em que a ciência ainda não tinha se desenvolvido ao ponto de explicar alguns fatos importantes – como a origem do Universo e a origem da vida. Além disso, o mito tem a função de tornar algo público por meio de uma narrativa marcante, que chame a atenção e desperte o interesse das pessoas 
      Muitas vezes, o mito é usado, também, para designar crenças ou convenções que são usadas no dia-a-dia mas não têm fundamentos corretos ou aprofundamento científico. Por outro lado, acontecimentos históricos que tenham grande importância simbólica para um grupo cultural pode se transformar em mito, considerando-se que esta simbologia pode se juntar aos fatos reais, construindo o especto mitológico. Por sua importância e seus efeitos ao longo da História, o mito – suas origens e significado – é estudado pela mitologia. 

      2.0 Surgimento da filosofia e suas escolas 
      A palavra filosofia vem do grego, e em sua etimologia, abordada o significado sintético: philosu philia que quer dizer amor ou amizade; e Sophia, que significa sabedoria, ou seja, literalmente significa amor ou amizade pela sabedoria. 
      A palavra, nessa conceção que temos, surgiu com Tales de Mileto (aproximadamente em 595 a.C.), e ganhou especial sentido com Pitágoras (aproximadamente em 463 a.C). E, sobre esses e outros filósofos. 
      A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando à verdade; porém, sem se considerar como verdade absoluta, nem tentando achar essa máxima como verdade absoluta. 
      A origem da Filosofia como ciência, ou mesmo como forma de estudo das inquietações humanas, surge no século VI , na Grécia antiga, que é chamada de “o berço da Filosofia ocidental”. 
      Os primeiros pensadores chamados filósofos foram Tales, Pitágoras, Heráclito e Xenófanes que, na época, concentravam seus esforços para tentar responder racionalmente às questões da realidade humana. 

      Escolas da filosofia 
      Escola jônica 
      Escola Jónica foi uma escola da filosofia grega centrada na cidade de Mileto, na Jônia, nos séculos VI e V a.C. Embora a Jônia tenha sido o centro da filosofia ocidental, os filósofos que ela produziu, incluindo Tales, Anaximandro, Anaxímenes, tinham pontos de vista tão divergentes que não se pode dizer que tenham pertencido, stricto sensu, a uma escola filosófica específica. Aristóteles os chamou de physiologoi, significando "aqueles que discursavam sobre a natureza", porém jamais os classificou numa "escola jônica". A classificação foi feita pela primeira vez por Sócion, historiador da filosofia do século II. Por vezes são designados como cosmologistas, já que quase todos eram fisicalistas que tentavam explicar a natureza da matéria. 
      Enquanto alguns dos filósofos classificados nesta escola também são incluídos na escola milésia de filosofia, outros têm uma classificação mais problemática. 
      A maior parte dos cosmologistas acredita que embora a matéria possa mudar de uma forma para outra, toda a matéria tem algo em comum, inalterável. Não concordavam no que seria isto, partilhado por todas as coisas, e nem faziam experimentos para descobrir, mas utilizavam-se da racionalização abstrata, no lugar da religião ou da mitologia, para se explicar, tornando-se assim os primeiros filósofos da tradição ocidental. 
      Filósofos posteriores ampliaram seus estudos, incluindo outras áreas do pensamento. A escola eleática, por exemplo, também estudava a epistemologia; os jônicos, no entanto, foram o primeiro grupo de filósofos a se ter notícia, e daí vem sua importância histórica. 

      2.3 Características do conhecimento filosófico 
      • Racionalidade 
      O primeiro tipo de resposta dado para resolver os problemas do mundo concreto (physis) foi o mitológico. Quando percebeu-se que esse tipo de conhecimento tinha muitas falhas, os povos antigos passaram a buscar novas respostas. 
      • Questionamento 
      Ainda em decorrência do comércio marítimo, os gregos entraram em contato com povos orientais, devido à expansão do mundo grego. Ao se depararem com cultura tão diversificada, os gregos passaram a formular questões. 
      • O uso de conceitos 
      Antes da Idade Moderna, a Filosofia era tida como o conjunto de todos os saberes em proveito dos seres humanos. Com a divisão das ciências, ocorrida na Idade Moderna, a Filosofia passou a trabalhar, entre outros aspetos, com as bases de cada ciência (que dela se originou). 
      • Transmissão pelo diálogo 
      Desde o início a filosofia caracterizava-se pelo diálogo. Entende-se por diálogo a conversação entre duas pessoas. Dentro das principais ideias filosóficas, não se poderia pensar na filosofia como uma preleção de alguém muito inteligente a outros ignorantes. 
      • Reflexão crítica 
      É uma característica marcante do conhecimento filosófico. Reflexão vem do latim Refletirem, que significaria, em outras palavras, uma “ré em algo lido”, uma revisão de alguma informação 

      Conclusão 
      Durante a elaboração do trabalho concluímos que: 
      O pensamento mítico envolve e relaciona elementos diversos, fazendo com que eles ajam entre si. Depois, ele organiza a realidade, dando um sentido metafórico às coisas, aos fatos. Em terceiro plano, ele cria relações entre os seres humanos e naturais, mantendo vínculos secretos que necessitam ser desvendados. O mito nos ajuda a se acomodar no meio em que vivemos. 
      Uma das razões da existência do mito é a necessidade de saciar a curiosidade dos homens em uma época em que a ciência ainda não tinha se desenvolvido ao ponto de explicar alguns fatos importantes – como a origem do Universo e a origem da vida. Além disso, o mito tem a função de tornar algo público por meio de uma narrativa marcante, que chame a atenção e desperte o interesse das pessoas 

      Bibliografia 
      • Manual de Filosofia 11ª classe Longaman editora Moçanbique; 

      FILOSOFIA: Classificação dos Silogismos (Categoricos e Hipoteticos)




      Silogismo - Conceito
      Um silogismo é um argumento que consta de três proposições; destas, a última deduz-se necessariamente a partir das duas outras. O termo resulta do conceito latim syllogĭsmus, que, por sua vez, deriva de um vocábulo grego.
      Trata-se de uma forma de raciocínio dedutivo em que duas das proposições são premissas e a terceira é uma conclusão. O silogismo é uma argumentação que, a partir de um antecedente que compara dois termos com um terceiro, permite inferir ou deduzir um consequente.
      Ou por outras, o modelo de silogismo é formado por três proposições que incluem um termo médio (que é comum às duas premissas e é eliminado na conclusão) e dois extremos. Vejamos um dos exemplos mais usados neste contexto:
      Todo o homem é mortal
      Sócrates é homem
      Logo, Sócrates é mortal

      Classificação dos Silogismos
      Há dois tipos principais de silogismos: Categóricos e Hipotéticos.
      Os categóricos compreendem dois tipos: regulares e irregulares.
      Os silogismos regulares são aqueles que cuja estrutura apresenta três proposições e três termos
      Silogismos irregulares
      Dá-se o nome de silogismos irregulares ou derivados aos silogismos categóricos que, na sua estrutura e matéria, apresentam mais ou menos do que três termos e mais ou menos do que três premissas. Estas são estruturas argumentativas que, embora validas, não obedecem a uma forma canónica, isto é a um padrão de silogismo categórico.
      Abaixo estão alguns silogismos categóricos irregulares ou derivados
      Entimema (ou silogismo incompleto)
      É um silogismo ou argumento em que uma das premissas, ou inclusive as duas não estão expressas por poderem subentendidas.
      Exemplo: A SIDA é uma doença infecciosa porque é transmitida por um vírus.
      Neste caso, falta a premissa maior: as doenças infecciosas são transmitidas por um vírus
      Passando para a forma canónica (Padrão) temos:
      As doenças infecciosas são transmitidas por um vírus.
      A SIDA é transmitida por um vírus.
      Portanto a SIDA é uma doença infecciosa.
      O uso da Entimema é frequente numa situação discursiva, pois os sujeitos falantes pressupõem que as premissas omissas são sobejamente conhecidas, preferindo; então, subentendê-las, para não cansar os seus interlocutores. Facto que, em algumas situações, pode gerar confusão.
      Epiquerema
      O epiquerema é um argumento em que uma ou ambas as premissas apresentam a prova ou razão de ser do sujeito. Geralmente é acompanhada do termo porque ou algum equivalente.
      Exemplo:
      Todo demente é irresponsável, porque não é livre.
      Pedro é demente, porque o exame médico constatou positivo.
      Logo, Pedro é irresponsável.
      No epiquerema sempre existe, pelo menos, uma proposição composta, sendo que uma das proposições simples é razão ou explicação da outra.

      Polissilogismo
      O polissilogismo é uma espécie de argumento que contempla vários silogismos, em que a conclusão de um serve de premissa maior para o próximo.
      Como por exemplo:
      Quem age de acordo com sua vontade é livre.
      O racional age de acordo com sua vontade.
      Logo, o racional é livre.
      Quem é livre é responsável.
      Logo, o racional é responsável.
      Quem é responsável é capaz de direitos.
      Logo, o racional é capaz de direitos.

      .


      Silogismo informe
      O silogismo informe caracteriza-se pela possibilidade de sua estrutura expositiva poder ser transformada na forma silogística típica.
      Por exemplo:
      A defesa pretende provar que o réu não é responsável do crime por ele cometido. Esta alegação é gratuita. Acabamos de provar, por testemunhos irrecusáveis, que, ao perpetrar o crime, o réu tinha o uso perfeito da razão e nem podia fugir às graves responsabilidades deste ato.
      Este argumento pode ser formalizado assim:
      Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da razão é responsável por seus atos.
      Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão.
      Logo, o réu é responsável por seus atos.

      Sorites
      O sorites é semelhante ao polissilogismo, mas neste caso ocorre que o predicado da primeira proposição se torna sujeito na proposição seguinte, seguindo assim até que na conclusão se unem o sujeito da primeira proposição com o predicado da última.
      Por exemplo:
      A Grécia é governada por Atenas.
      Atenas é governada por mim.
      Eu sou governado por minha mulher.
      Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10 anos.
      Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos.

      Silogismo hipotético
      Um silogismo hipotético contém proposições hipotéticas ou compostas, isto é, apresentam duas ou mais proposições simples unidas entre si por uma cópula não verbal, isto é, por partículas. As proposições compostas podem ser divididas em:
      A) Claramente compostas: são aquelas proposições em que a composição entre duas ou mais proposições simples são indicadas pelas partículas: eouse ... então.
      Copulativa ou conjuntiva: "a lua se move e a terra não se move". Nesse exemplo, duas proposições simples são unidas pela partícula e ou qualquer elemento equivalente a essa conjunção. Dentro do cálculo proposicional será considerada verdadeira a proposição que tiver as duas proposições simples verdadeiras e será simbolizada como: p q (ou p.q, ou pq).
      Disjuntivas: "a sociedade tem um chefe ou tem desordem". Caracteriza-se por duas proposições simples unidas pela partícula ou ou equivalente. Dentro do cálculo proposicional, a proposição composta será considerada verdadeira se uma ou as duas proposições simples forem verdadeiras e será simbolizada como: p q.
      Condicional: "se vinte é número ímpar, então vinte não é divisível por dois". Aqui, duas proposições simples são unidas pela partícula se ... Então. Dentro do cálculo proposicional, essa proposição, será considerada verdadeira se sua consequência for boa ou verdadeira, simbolicamente: p q (ou p q).
      B) Ocultamente compostas: são duas ou mais proposições simples que formam uma proposição composta com as partículas de ligação: salvo, enquanto, só.
      Exceptiva: "todos corpos, salvo o éter, são ponderáveis". A proposição composta é formada por três proposições simples, sendo que a partícula salvo oculta as suas composições. As três proposições simples componentes são: "todos os corpos são ponderáveis", "o éter é um corpo" e "o éter não é ponderável". Também são exceptivos termos como fora, excepto, etc. Essa proposição composta será verdadeira se todas as proposições simples forem verdadeiras.
      Reduplicativa: "a arte, enquanto arte, é infalível". Nessa proposição temos duas proposições simples ocultas pela partícula enquanto. As duas proposições simples componentes da composta são: "a arte possui uma indeterminação X" e "tudo aquilo que cai sobre essa indeterminação X é infalível". O termo realmente também é considerado reduplicativo. A proposição composta será considerada verdadeira se as duas proposições simples forem verdadeiras.
      Exclusiva: "só a espécie humana é racional". A partícula só oculta as duas proposições simples que compõem a composta, são elas: "a espécie humana é racional" e "nenhuma outra espécie é racional". O termo apenas também é considerado exclusivo. A proposição será considerada verdadeira se as duas proposições simples forem verdadeiras.
      O silogismo hipotético apresenta três variações, conforme o conectivo utilizado na premissa maior:
      Condicional: a partícula de ligação das proposições simples é se ... então.
      Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
      A temperatura da água é de 100°C.
      Logo, a água ferve.
      Esse silogismo apresenta duas figuras legítimas:
      a) PONENDO PONENS (do latim afirmando o afirmado): ao afirmar a condição (antecedente), prova-se o condicionado (consequência).
      Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
      A temperatura da água é de 100°C.
      Logo, a água ferve.
      b) TOLLENDO TOLLENS (do latim negando o negado): ao destruir o condicionado (consequência), destrói-se a condição (antecedente).
      Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
      Ora, a água não ferve.
      Logo, a água não atingiu a temperatura de 100°C.
      Disjuntivo: a premissa maior, do silogismo hipotético, possui a partícula de ligação ou.
      Regras do silogismo disjuntivo
      1.      Sempre na premissa menor se nega um dos pólos da alternativa exposta na premissa inicial (disjuntiva), a conclusão afirmará necessariamente o outro.
      2.      Quando na premissa menor se afirma um dos pólos da alternativa só é legítimo concluir negando o outro pólo se a disjunção exposta na premissa inicial for completa, isto é; se os termos em alternativa forem incompatíveis, completamente opostos.
      Exemplo:
      Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
      Ora, a sociedade não tem chefe.
      Logo, a sociedade tem desordem.
      Esse silogismo também apresenta duas figuras legítimas:
      a) PONENDO TOLLENS: afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a conclusão.
      Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
      Ora, a sociedade tem um chefe.
      Logo, a sociedade não tem desordem.
      b) TOLLENDO PONENS: negando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, afirma a conclusão.
      Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
      Ora, a sociedade não tem um chefe.
      Logo, a sociedade tem desordem.
      Conjuntivo: a partícula de ligação das proposições simples, na proposição composta, é e. Nesse silogismo, a premissa maior deve ser composta por duas proposições simples que possuem o mesmo sujeito e não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, os predicados devem ser contraditórios. Possui somente uma figura legítima, o PONENDO TOLLENS, afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a outra proposição na conclusão.
      Ninguém pode ser, simultaneamente, mestre e discípulo.
      Ora, Pedro é mestre.
      Logo, Pedro não é discípulo.

      Dilema: O dilema é um conjunto de proposições hipotéticas e contraditórias entre si, tal que, afirmando qualquer uma das proposições, resulta uma mesma conclusão insatisfatória.
      Regras de Dilema
      1.      A disjunção deve ser completa. (se assim não for o adversário tem sempre saída);
      2.      A repetição de cada uma das hipóteses deve ser feita validamente para que o opositor não possa negar as consequências;
      3.      A conclusão comum deve ser a única que pode ser deduzida, caso contrário, o dilema pode ser contestável.
      Exemplo:
      Se dizes o que é justo, os homens te odiarão.
      Se dizes o que é injusto, os deuses te odiarão.
      Portanto, de qualquer modo, serás odiado.
      Outro exemplo de dilema, na cultura popular, é: Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come.