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Fontes da Frelimo relatam que no CC Filipe Nyusi deu um "punchline" de matar, a Samito e Graca Machel




Samito está em colisão com o partido após o seu afastamento do processo interno de selecção de candidatos para as eleições pela autarquia de Maputo.

Em carta, Samito exigiu um processo disciplinar contra o presidente do partido, Filipe Nyusi, alegadamente por tê-lo excluído dessa selecção.




Samito é filho de Samora Machel, primeiro presidente de Moçambique. Nyusi é o actual presidente do país.

A posição a ser tomada contra Samora Machel Jr. ainda é incerta, contudo as organizações sociais do partido deixaram muitas críticas ao comportamento e pedem medidas para desencorajar actos similares.



O comité central da Frelimo encerrou sem uma decisão sobre o processo tal disciplinar instaurado contra Samora Machel Jr mas segundo o savana, fontes do partido relatam momentos dramáticos de tensão entre Filipe Nyusi, Graça Machel e Samora Machel Júnior, durante um dos momentos do Comité Central. 

De acordo com o Savana, Graça Machel terá tentado impedir que Samora Machel Jr. se defendesse sobre as acusações de que estaria “a lavar roupa suja” em público, quando vazou a contestação com que ripostou ao processo disciplinar a si aberto. 

“Deixe-o falar, senão vai explodir”, foi o "punchline" que Filipe Nyusi terá dado, permitindo que “Samito” dissesse da sua justiça, de acordo com o Savana. 



Lembre-se que Samito não poupou palavras na carta de resposta ao processo disciplinar, feita em 44 páginas, que acabou parando nos jornais e nas redes sociais. 

Segundo o Savana, numa intervenção breve no CC, o filho de Samora Machel disse não ser o responsável do “vazamento” dos documentos que produziu para a comunicação social, afirmando que nunca exerceu política partidária fora dos órgãos da Frelimo.

“Camarada Presidente, nunca discuti nada fora dos órgãos, tudo é produto da comunicação social. Estou aqui para ser aconselhado pelos tios”, terá dito Samito, Citado por Savana. Habitualmente, Samora Machel Jr. trata por tios os antigos camaradas de armas dos seus pais

Samora Machel Jr. distancia-se das pretensões do partido PODEMOS


Há um novo partido, o PODEMOS, e foi criado pela AJUDEM, que apoiou Samora Machel júnior nas autárquicas de 2018. O PODEMOS pondera ter Samora Machel Júnior como candidato às presidenciais, mas Samito diz que é FRELIMO.
O PODEMOS foi criado por membros da AJUDEM, uma associação ligada à FRELIMO. O descontentamento interno no seio do partido no poder impulsionou a criação do novo partido em Moçambique, como revela Albino Forquilha, membro do PODEMOS.
"Surge das bases da FRELIMO e é a continuação do que aconteceu em 2018 quando as bases da FRELIMO decidiram colocar alguém que seria apropriado para a mudança dentro da FRELIMO e este propósito não foi aceite, houve um processo anti-democrático e a vontade das bases não prevaleceu. O que fizemos foi trabalhar para que no ano seguinte pudessemos estabelecer um partido político."
A AJUDEM apoiou Samora Machel Júnior, membro da FRELIMO, a candidatar-se às eleições autárquicas de 2018 para o município de Maputo. A pretensão foi entretanto travada através de elementos de natureza formal.
Samora Machel Júnior é uma opção a considerar como candidato presidencial do PODEMOS? Albino Forquilha não hesita: "É sim, é sim."
Samito distancia-se do PODEMOS
Samito, como também é conhecido o filho do primeiro Presidente de Moçambique independente, enfrenta um processo disciplinar na FRELIMO por ter pretendido candidatar-se às autárquicas como independente e com o apoio da AJUDEM.

Esperava-se um desfecho sobre o assunto no comité central da FRELIMO no começo de maio, mas tal não aconteceu. Várias correntes já advinhavam que o caso Samito seria colocado em "banho maria" com a intenção clara de travar possíveis ambições eleitorais suas este ano.
Falamos com ele e perguntámos: Caso seja convidado a ser o candidato da PODEMOS para as presidenciais deste ano aceitaria?
"Como vou fazer uma coisa dessas? Eu sou da FRELIMO e estou na FRELIMO", respondeu Samora Machel Júnior.
E acha que há condições para continuar dentro do partido FRELIMO? "Se não houvesse já teria saído", atira.
Não há alinhamento: Há carta na manga?
Estamos, então, diante de posições antagónicas entre Samora Machel Júnior e os seus apoiantes. Será uma jogada estratégica para, por exemplo, forçar mudanças no partido no poder?

Seja qual for a motivação nessa história toda, o evidente, para o analista político Silvestre Baessa, é que Samito não se vai atirar do precipício: "Estamos a falar de eleições gerais, de um país grande, de uma grande capacidade de mobilização para cobrir este país e para concorrer. Não acho que Samora Machel Júnior a ter de se lançar estaria interessado apenas em participar, acho que ele precisaria de ter uma máquina muito melhor preparada para concorrer."
E Baessa lembra ainda que "as máquinas melhores preparadas para concorrer em eleições desta dimensão, para além da FRELIMO é a RENAMO. Pode ser que o MDM tenha construído alguma capacidade, mas isso leva tempo e não creio que esse tempo, mesmo com esses apoios internos, seja o suficiente para fazer a mudança para lhe projetar tal como ele pretende ser projetado neste processo."
Já se pode falar em cisão na FRELIMO?
Os membros da PODEMOS são todos dissidentes da FRELIMO e lutam, entre outras coisas, pela democracia interna no novo partido, a separação nítida de poderes, o combate à corrupção e a dignidade dos moçambicanos, recuperando os valores da luta de libertação nacional.
Face à fragmentação na FRELIMO e ao caso Samito, é prematuro falar em cisão, no caso histórica, no único partido que governou Moçambique até ao momento?
"É prematuro. O que vamos ter possivelmente é um determinado grupo de frelimistas omisso, não vão participar nesse processo eleitoral", responde Baessa.
E o analista diz que "é preciso lembrar o seguinte: a FRELIMO hoje é mais do que um partido, acho que a FRELIMO hoje é uma máquina que sustenta uma elite nacional a qual independentemente das diferenças que se possa ter, o que os une é o facto da FRELIMO manter-se no poder. A única forma dessa elite sobreviver, no meu entender, é com a FRELIMO no poder."

Sombra de Samora Jr. continua a envenenar e leva a detenções



O registo de uma nova organização político/partidária (PODEMOS) está embaraçar e a enervar os políticos do partido no poder em missão no Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos está directamente relacionada ao facto de se pensar que existem teias que ligam a organização política na forja ao jovem rebelde e “não” devidamente “alinhado” Samora Machel Júnior segundo o mediaFAX.



Alguns jovens da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique ja pretendem criar uma organizacao politica propriamente dita, mas, segundo o Savana, diante duma possível ligação a Samora Machel Júnior, o Ministério da Justiça parece ter recebida orientação para atrasar o máximo possível a concretização legal da nova formação política.



De acordo com Savana, depois de os prasos terem sido ultrapassados, os Javens da AJUDEM tiveram de encontrar formas de pressionar as autoridades competentes e, na quinta-feira da semana passada, acabaram sendo detido pela Polícia da República de Moçambique e levados às celas da 2ª esquadra.




“Estávamos aí no Ministério à espera do atendimento, mas, logo depois chegaram polícias e levaram-nos para a 2ª esquadra. Disseram que estávamos concentrados no Ministério, o que é ilegal. Mas depois de algumas horas libertaram-nos” – contou um dos jovens que esteve no grupo que ficou detido por algumas horas na unidade policial, citado pelo Savana.


“Parece que o que pretendem é atrasar o máximo possível o processo para, mais uma vez, impedirem-nos de concorrer às eleições. Mas na segunda estaremos lá à busca da resposta, apesar de estar claro que já há orientações políticas para barrarem o processo” – apontou.

De acordo com o Savana, sobre a ligação da organização com Samora Júnior, o membro da nova organização diz que a única coisa que sabe é que “não me lembro ter visto o nome dele na lista”, mas “a organização está completamente aberta a receber todos aqueles que se vão identificar com os objectivos do nosso grupo”.

Parece ser guerra de Titãs: Com o presidente Nyusi a ouvir, o filho de Samora terá falado sobre o “vazamento” dos documentos que produziu


O processo disciplinar a Samora Machel Júnior é encarado como um teste dilemático para a liderança de Filipe Nyusi na Frelimo, uma vez que uma expulsão arrisca criar fraturas no partido, tendo em conta a história e a influência da família Machel, mas deixar o caso indefinido ameaça abrir um precedente num partido conhecido por exercer uma disciplina férrea sobre os seus quadros.





Num repúdio aberto ao comportamento de Samora Machel Júnior, todas as organizações filiadas à Frelimo, incluindo a poderosa Associação dos Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLIN), os veteranos da organização, exigiram no Comité Central o respeito pela disciplina e estatutos da Frelimo.





Samora Machel Júnior propôs antes da reunião do Comité Central da Frelimo a abertura de um processo disciplinar a Filipe Nyusi, acusando-o de violar os estatutos do partido.

O filho de Samora Machel culpa Filipe Nyusi por ter visto a sua candidatura a autarca de Maputo bloqueada pela Frelimo nas eleições autárquicas de 10 de outubro do ano passado.'




O assunto de samora Machel não foi debatido no comité central da frelimo porem, segundo informações por Savana, numa intervenção breve no CC, o filho de Samora Machel tera negado ser o responsável do “vazamento” dos documentos que produziu para a comunicação social, afirmando que nunca exerceu política partidária fora dos órgãos da Frelimo. 

“Camarada Presidente, nunca discuti nada fora dos órgãos, tudo é produto da comunicação social. Estou aqui para ser aconselhado pelos tios”, terá dito Samito dirigindo-se a nyusi, citado pelo savana. Habitualmente, Samora Machel Jr. trata por tios os antigos camaradas de armas dos seus pais.



"Guerra" no partido: Como a FRELIMO condenou o filho de Samora Machel


O Comité Central da Frelimo encerrou na semana passada sem uma decisão em torno do processo disciplinar instaurado contra Samora Machel Júnior acusado de violar os estatutos do partido.

O filho do primeiro presidente moçambicano é acusado de violar os estatutos do partido, depois de ter tentado concorrer nas últimas eleições autárquicas na cidade de Maputo como cabeça de lista da Associação para o Desenvolvimento Juvenil de Moçambique.

AS organizacoes sociais da Frelimo - A Organização da Mulher Moçambicana (OMM), Organização da Juventude Moçambique (OJM) e a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLIN) - foram incisivas na denúncia do que consideram “indisciplina” e desrespeito pelos estatutos do partido, numa condenação aberta a Samora Machel Jr, filho de dois históricos da Frelimo, Samora e Josina Machel. 

O processo disciplinar a Samora Machel Jr. é encarado como um teste dilemático para a liderança de Filipe Nyusi na Frelimo, uma vez que uma expulsão arrisca criar fracturas no partido, tendo em conta a história e a influência da família Machel, mas deixar o caso indefinido ameaça abrir um precedente num partido conhecido por exercer uma disciplina férrea sobre os seus quadros.

Samora Machel Júnior propôs antes da reunião do comité central da Frelimo a abertura de um processo disciplinar a Filipe Nyusi, acusando-o de violar os estatutos do partido.

Samora Machel Júnior culpa Filipe Nyusi por ter visto a sua candidatura a autarca de Maputo bloqueada pela Frelimo nas eleições autárquicas de 10 de Outubro do ano passado.

Machel Júnior tem o apoio da sua madrasta, a influente Graça Machel, também membro do comité central da Frelimo, o órgão mais importante do partido no intervalo entre os congressos, que afirmou publicamente que, como mãe, sente-se no dever de ficar ao lado do filho nas suas reivindicações políticas.

Há que diga que além de Graça Machel, o político conta ainda com o apoio público de vários membros da Frelimo.

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Ministro da justiça mandou prender 12 membros da associação que tentou colocar o filho de Samora na edilidade



Num momento em que o filho do primeiro presidente de Moçambique, Samora Moises Machel, acusa o Presidente do partido da Frelimo, Filipe Nyusi, de "violação grosseira" dos estatutos da Frelimo, e afirma ter provas de que crimes eleitorais foram cometidos para o manter fora da corrida eleitoral como cabeça de lista da AJUDEM, 12 membros desta organização foram detidos em Maputo segundo avançam informações do "canalmoz".



Segundo o jornal, foi o ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Joaquim Veríssimo, que deu as ordens para a detenção dos doze membros da AJUDEM que teve lugar na manhã de ontem, nas instalações do Ministério, quando o grupo exigia o despacho do seu pedido de legalização do PODEMOS como partido político. 


Segundo o Canalmoz, os jovens (homens e mulheres) do PODEMOS, que é um partido criado por membros da AJUDEM, foram levados para a Esquadra em frente ao Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, onde permaneceram das 11h00 até aproximadamente às 14h00.


Importa referir que depois duma "briga de família" na Frelimo, O filho de Samora Machel, "Samito", decidiu concorrer fora daquele partido e candidatou-se como cabeça de lista da AJUDEM mas foi impedido pela CNE sob alegações de que a lista da Ajudem não tinha o número suficiente de suplentes.


Porem, nas suas recentes acusações, "Samito" disse ter provas de que na verdade "crimes eleitorais" foram cometidos para garantir que a CNE desclassificasse o AJUDEM, e diz que a exclusão gozava de “a bênção da liderança da Frelimo a vários níveis”.

Machel Jr. pede suspensão de Nyusi da liderança da Frelimo


Foi a 26 de Março que Samora Machel Júnior, ou simplesmente ”Samito”, apresentou a sua defesa por escrito ao instrutor do processo disciplinar, Francisco Valente Cabo. Homem de poucas palavras no discurso oral, Samito mostrou o contrário no documento de 40 páginas, excluindo os anexos.
Na longa e demolidora resposta, o membro do Comité Central e filho do primeiro Presidente de Moçambique começa por discutir os procedimentos para a abertura do processo disciplinar. Com objectivo é único: mostrar que houve violação dos Estatutos da Frelimo.
E uma das disposições violadas, porque há tantas, é o número dois do artigo 44 do Regulamento dos Estatutos da Frelimo, que dispõe que “a instauração do processo disciplinar é determinada pelo órgão a que o membro pertence ou pelo respectivo secretariado e é instruído pelo Comité de Verificação”.
Na resposta, ele diz que quem determinou a abertura do processo disciplinar não foi o Comité Central, órgão a que pertence, ou o respectivo secretariado, mas sim o secretário-geral da Frelimo. E diz mais: quem instruiu o processo não foi o Comité de Verificação do Comité Central.
Além da falta de competências do órgão que ordenou a abertura do processo disciplinar e daquele que o instruiu, Samora Machel ataca também o incumprimento dos prazos do processo. Por exemplo, faz notar que a produção de provas, a elaboração da nota de acusação e a entrega da respectiva cópia foram feitas antes da sua audição.
Sobre o conteúdo da acusação, ele nega que tenha se apresentado aos órgãos eleitorais como membro da AJUDEM, a associação juvenil que suportava a sua candidatura a edil de Maputo. Assume que estava inscrito na lista da AJUDEM para concorrer como cabeça-de-lista. E justifica a aceitação do convite: “As candidaturas apresentadas constituíam um grupo de cidadãos que pretendiam concorrer para travar uma luta contra a corrupção na autarquia de Maputo e introduzir políticas mais inclusivas e democráticas”. E para sublinhar a nobreza da causa, faz um comentário mordaz para a actual liderança da Frelimo: “O meu partido, o partido de Mondlane, de Machel, de Chissano e de Guebuza não pode ver nenhum mal nesse desejo”. A exclusão do “partido de Nyusi” não é de todo fortuito. Mas lá chegaremos.
Voltando à resposta, Samora Machel Júnior diz que foi o único candidato a cabeça-de-lista da Frelimo para a cidade de Maputo proposto por todos os comités distritais e que a sua candidatura foi apurada com o cumprimento de 100 % dos requisitos exigidos pelo partido.
“O secretariado, alegadamente por instruções do camarada Presidente do partido e do secretário-geral, seleccionou os nomes de Eneas Comiche (aparentemente proposto apenas pelo distrito de KaNyaka), António Sumbana Júnior e Razaque Manhique”. “Para alguns foi necessário recorrer à fraude, em vários órgãos, incluindo no secretariado do Comité da Cidade”, para reunir os requisitos.
O acusado diz que pediu explicações sobre a sua exclusão ao Secretariado do Comité da Cidade, mas nunca as teve.
 “Dentro da mais séria disciplina partidária, depois de inúmeras insistências, falei com o camarada Francisco Mabjaia, então Primeiro Secretário do Comité da Cidade, que me disse ter sido uma decisão dele, mas nunca me explicou os fundamentos desta decisão pessoal”. 
Inconformado com a resposta, Samito foi bater à porta de Joaquim Chissano e Armando Guebuza, antigos dirigentes do partido, e de Filipe Paúnde e Tomaz Salomão, dois membros da Comissão Política. Foi com esses membros seniores da Frelimo que abordou a sua exclusão. Sobre os detalhes das conversas, diz que não os vai revelar por uma questão de princípios.
Se lá as portas se abriram, o mesmo já não se poder dizer em relação às portas de Filipe Nyusi e Roque Silva.
“Nunca consegui falar, apesar de insistentemente o solicitar por todos os meios disponíveis, com o camarada Presidente do Partido, (mesmo) indicando trata-se de um assunto importante”, escreve Samora Machel Júnior, rebatendo a acusação de que não usou os meios apropriados para apresentar a sua reclamação.
“Se um Presidente da Frelimo e o Secretário-geral não aceitam receber ou ouvir um membro do Comité Central não se pode pensar na hipótese de cumprirem o artigo 13 dos Estatutos”, que versa sobre os deveres especiais do membros e dirigentes de órgãos do partido.
E começa a contra-atacar: “Eu candidatei-me pela AJUDEM quando ficou que o Partido e os seus mais altos dirigentes (Presidente e secretário geral) não cumprem as directivas e os estatutos”; “Eu candidatei-me pela AJUDEM quando ficou claro que o Presidente e o secretário-geral pensam que a Frelimo é a sua vontade”; “Eu candidatei-me pela AJUDEM porque muitos camaradas nela filiados queriam que concorresse”.
E justifica que não precisou da autorização dos órgãos competentes da Frelimo para concorrer, porque a AJUDEM não é um partido político nem uma organização associada ou dependente de um partido político.
V
Sobre a exclusão da lista da AJUDEM pelos órgãos eleitorais, Samito é explosivo: “Tenho provas cabais de terem existido muitos crimes e ilícitos eleitorais, com autores morais e materiais identificáveis, para a exclusão da AJUDEM junto da Comissão Nacional de Eleições.”
E porque a acusação diz que o ilícito disciplinar por ele cometido é passível da pena de expulsão do partido, Samora Machel responde afirmando que a medida resulta da campanha contra a democracia e contra as regras instalada na Frelimo por Filipe Nyusi e Roque Silva.
E questiona: “Quem, depois desta expulsão, continuando membro da Frelimo, ousará levantar-se contra a indisciplina dos dirigentes e à desobediência destes aos Estatutos e demais normais partidárias”. “Aliás, quem hoje se atreve a dizer que a candidatura do camarada Filipe Nyusi a candidato a Presidente da República está fora dos Estatutos da Frelimo”. Samora Machel Júnior lembra que não compete ao Congresso proclamar candidatos às eleições, pois estes só podem ser eleitos por voto secreto. “Se todos sabiam que as eleições no partido efectuam-se por escrutínio secreto, porquê é que não houve uma só voz que se levantasse contra essa agressão aos Estatutos”, questiona.
Além de defender a nulidade do processo, o filho de Samora defende que o Presidente da Frelimo e o secretário-geral é que deviam ser acusados por violação dos Estatutos e por “não permitir que os membros do partido detenham da mais ampla liberdade de crítica e de opinião; não estimularem o diálogo; ”.
Mais do que acusação, Samito vai mais longe e defende que Filipe Nyusi deve ser suspenso das funções do presidente da Frelimo. Assim mesmo. E justifica-se: “não defende a unidade e coesão internas; não garante o respeito pelos princípios da Frelimo; viola gravemente os Estatutos da Frelimo; não está a empenhar a sua magistratura moral e política”.
A resposta de Samito chegou ao instrutor do processo, com conhecimento do Presidente da Frelimo, secretário-geral, dos Presidentes honorários e do relator do processo (Filipe Sitoi).