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Há informações de que a Interpol (Polícia Internacional) que mandou prender Chang vai ser participada sobre o destino de Chang



O governo sul-africano vai notificar “nos próximos dias” Moçambique, os EUA e a Interpol sobre a decisão ministerial de hoje de extraditar o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang para o seu país, disse à Lusa fonte oficial.


“Vamos notificar Moçambique, notificar os Estados Unidos e a Interpol [polícia internacional] da nossa decisão nos próximos dias”, disse, em declarações à Lusa, Max Mpuzana, porta-voz do ministro da Justiça e Serviços Correcionais da África do Sul.

Questionado pela Lusa, o porta-voz disse que a decisão do ministro Michael Masutha de extraditar o antigo governante moçambicano para o seu país “foi tomada durante o dia de hoje”.


Segundo Mpuzana, o processo administrativo de extradição de Manuel Chang terá início logo após a notificação dos respetivos países e da polícia internacional.

Contactados pela Lusa, os advogados de Mauel Chang escusaram-se a comentar a decisão anunciada hoje pelo ministro da Justiça sul-africano.


“Eu decidi que o acusado, o senhor Manuel Chang, será extraditado para enfrentar julgamento pelos seus alegados crimes em Moçambique”, disse o ministro da Justiça e Serviços Correcionais da África do Sul, Michael Masutha, citado num comunicado hoje divulgado pelo Ministério da Justiça e Desenvolvimento Constitucional.
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De acordo com a mesma nota, o governante sul-africano teve em conta que “o acusado é cidadão da República de Moçambique”, que “o alegado crime foi cometido enquanto ele era ministro de Estado” moçambicano e que a “dívida onerosa para Moçambique resultou da alegada fraude”.

Por outro lado, o Governo sul-africano teve ainda em consideração a “submissão feita pelo senhor Chang para ser extraditado para o seu país natal”, o “interesse dos Estados [Estados Unidos da América e Moçambique] envolvidos” e a “seriedade do alegado crime”.

O juiz William Schutte do tribunal de Kempton Park, arredores de Joanesburgo, considerou válido o pedido concorrencial de Moçambique, ao remeter em 08 de abril para o ministro da Justiça a decisão sobre a extradição de Manuel Chang, depois de ter decidido na manhã desse dia que o antigo governante moçambicano tinha condições para ser extraditado para os Estados Unidos.

O processo de extradição de Manuel Chang foi enviado para o governante sul-africano cerca de duas semanas antes das eleições legislativas de 08 de maio, em que o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, obteve a maioria de 57,5%, a mais baixa de sempre desde 2014.

O ex-ministro das Finanças de Moçambique, detido na África do Sul desde dezembro a pedido dos Estado Unidos no âmbito da sua investigação às dívidas ocultas de mais de 2 mil milhões de dólares, continua a gozar de imunidade parlamentar e não será julgado em Moçambique, segundo o pedido submetido por Moçambique à justiça sul-africana.


LUSA

"Amiga" de Chang confessou os crimes com a própria boca nos EUA


A antiga banqueira do Credit Suisse Detelina Subeva deu-se como culpada da acusação de conspiração para lavagem de dinheiro, no âmbito do processo sobre as dívidas ocultas de Moçambique que decorre em Nova Iorque.


"Concordei, juntamente com outros, em ajudar a lavar as receitas de atividades criminais, nomeadamente subornos ilegais pagos por uma empresa chamada Privinvest e pelo seu representante, Jean Boustani", disse Subeva ao juiz William Kuntz II durante uma sessão no tribunal de Brooklyn, em Nova Iorque, na segunda-feira.


Os pagamentos ilícitos, que Subeva diz terem sido feitos em 2013, estavam ligados a um empréstimo do Credit Suisse a uma empresa pública moçambicana, acrescentou a antiga vice-presidente da unidade de financiamento global do Credit Suisse.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Subeva explicou ao juiz que o seu chefe, Andrew Pearse, lhe disse que ia transferir 200 mil dólares (179 mil euros) para uma conta que ela tinha recentemente aberto, e que vinham de subornos pagos por Boustani e a Privinvest a Pearse, no valor de um milhão de dólares (896 mil euros).


"Eu concordei em aceitar e ficar com estes dinheiros sabendo que eram provenientes de atividades ilegais", confessou a antiga banqueira, que viu o Ministério Público norte-americano desistir de três outras acusações de conspiração, não sendo ainda claro se também foi feito um acordo sobre a pena, que pode ir de ficar em liberdade até 20 anos de cadeia.


A antiga banqueira tornou-se assim na primeira pessoa a dar-se como culpada de um esquema financeiro que a Acusação norte-americana diz que chega aos dois mil milhões de dólares (1,79 mil milhões de euros) no âmbito do escândalo das dívidas ocultas de Moçambique.

Entre os outros envolvidos no caso que já foram detidos, Boustani está detido em Nova Iorque, Pearse e Singh, detidos no Reino Unido, e o antigo ministro das Finanças Manuel Chang, detido em Joanesburgo, estão a combater a extradição para os Estados Unidos.

O ex-ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang, três ex-banqueiros do Credit Suisse e um mediador da Privinvest foram detidos em dezembro a pedido da justiça norte-americana.

A investigação alega que a operação de financiamento de 2,2 mil milhões de dólares (1,97 mil milhões de euros) para criar as empresas públicas moçambicanas Ematum, Proindicus e MAM durante o mandato do Presidente Armando Guebuza é um vasto caso de corrupção e branqueamento de capitais.

Em fevereiro, foram detidas várias públicas pela justiça moçambicana - entre as quais pessoas próximas do ex-chefe de Estado moçambicano - que tinha o caso aberto desde 2015, mas sem nenhuma detenção.

O país viu cortada a ajuda externa em 2016 depois de reveladas as dívidas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país está à beira de crescer com o início da exploração de gás natural ao largo da costa Norte (bacia do Rovuma) em 2022 e essas receitas têm sido apontadas como uma solução para pagar a parte dos credores.

Os "My loves" vão continuar a trasnportar pessoas e bens nas arterias da província de Maputo e o Governo alivia aos transportadores que ninguem será multado, Será este um acto das Eleições que se Avizinham?

O Governo diz que as carrinhas de caixa aberta, vulgos "my loves" vão continuar a ser a solução para o transporte de passageiros por mais algum tempo, apesar das questões de insegurança que, não raras vezes expõe aos utentes.
A informação foi apresentada nesta quarta-feira no parlamento, pelo Ministros dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, respondendo no parlamento a uma questão colocada pela bancada da Frelimo, sobre as perspectivas da melhoria do transporte público no país.


"Os veículos de caixa aberta poderão continuar, a curto prazo, a servir de alimentadores dos principais corredores de transporte, através da concessão de rotas" disse Mesquita.
Segundo o ministro, um dos constrangimentos que força a legitimação dos "my loves" é a precariedade de algumas infraestruturas rodoviárias, nos bairros de expansão da zona metropolitana de Maputo, por exemplo, o que faz com que os "autocarros que o Governo tem vindo a alocar ao sector privado, não tenham a capacidade de ir até aos locais mais próximos ao cidadão".

"A legitimação dos mesmos irá permitir a responsabilização dos automobilistas em caso de contravenção" explicou.
"Apesar das políticas do Governo, de alocação de autocarros ao sector privado, julgamos que seja necessário a regulamentação de veículos de caixa aberta (my loves) devendo esses reunir requisitos referentes a comodidade e segurança" disse.

Ainda assim, Mesquita disse que o executivo não está alheio às preocupações sobre a insegurança deste tipo de transporte e anuncia para breve, um novo modelo que virá trazer comodidade aos utentes. "Tomando em consideração que neste processo de deslocação transporta consigo bens, a AMT (Agência Metropolitana de Transporte de Maputo) tem em vista a construção de um veículo misto para vias de difícil acesso, com uma carroçaria toda ela desenhada e construída em Moçambique a fim de atender às necessidades das populações" revelou Mesquita.
O primeiro veículo do novo modelo de transporte público será, segundo Mesquita, testado no mês de Julho. A construção está a cargo do Grupo João Ferreira dos Santos e terá uma capacidade de transportar 21 passageiros e carga estimada em 750 Kg. Os distritos municipais de Ka Nyaca, a Reserva Especial de Maputo, a Península de Machangulo e "vários distritos da cidade e província de Maputo, serão as zonas a serem servidas.


Marido flagra esposa com o amante na cama em sua casa e Decidiu Matá-lo em Marracuene., de frisar que esta era a segunda vez.


Um homem matou o vizinho acusado de manter relações amorosas com a sua esposa. O caso aconteceu na residência do casal no bairro Mumemo, distrito de Marracuene.

Uma relação extra-conjugal que acabou em sangue e luto. Senhor Salomão Macucule, agente de segurança privada, é acusado de matar o suposto amante da esposa.
Consta que as sessões de namoro do casal de amantes aconteciam algures no distrito, até que se transferiram para casa do senhor Macucule. Beijos e abraços aconteciam na sua ausência, em sua cama.
Detido pela Polícia em Marracuene, Macandza conta que o perdão era prática no casal, mas não suportou mais.
Os dois filhos do casal estavam de viagem e preferem não fazer julgamentos.
Já a  viúva do malogrado inconsolável conta que o marido teria saído apressado na noite anterior alegando que ia a um espectáculo na zona. Afinal o espectáculo era troca de carinhos com a suposta amante.
A estrutura do bairro diz estar surpreendida com a situação.
Os vizinhos não se aperceberam da confusão na relação.
A mulher do indiciado encontra-se foragida. O finado deixa viúva e 4 filhos.

Frelimo já tem perfil dos cabeças-de-lista para as provinciais


Faltam cinco meses para o país acolher as primeiras eleições províncias. A Frelimo já definiu o perfil dos seus membros que irão liderar as listas para a eleição de governadores. De acordo com Caifadine Manasse, porta-voz da Frelimo, que está na Beira desde esta terça-feira em missão de trabalho, os cabeças de lista devem ser éticos e íntegros na gestão da coisa pública.
Refira-se que em Sofala a Frelimo nunca conseguiu um resultado positivo no computo geral. Nas eleições gerais e provinciais de Outubro Caifadine Manasse garantiu que a situação será inversa.
Caifadine Manasse vai trabalhar em Sofala até na próxima sexta-feira e irá manter contactos com a população e membros do seu partido dos distritos da Beira, Dondo e Muanza, com as atenções viradas para as eleições.  

As gravíssimas acusações que o homem que Guebuza queria colocar na cadeia fez contra o Ex-Presidente da Republica quando redigiu a carta."Permitir a penetração da Al Quaeda em Moçambique é um pretexto"



Em baixo está a polémica carta à Guebuza, que achamos interessante publicar hoje, que quase levou o seu autor, Castel-Branco à prisão.

Na carta, publicada em 2013, o académico chegou até a dizer que estavam a "Permitir a penetração da Al Quaeda em Moçambique" como um pretexto para suspender a Constituição e aniquilar todas as formas de oposição.


Senhor Presidente, você está fora de controlo. Depois de ter gasto um mandato inteiro a inventar insultos para quem quer que seja que tenha ideias sobre os problemas nacionais, em vez de criar oportunidades para beneficiar da experiência e conhecimentos dessas pessoas, agora você acusou os media de serem culpados da crise política... nacional e mandou atacar as sedes políticas da Renamo.

A crise político-militar que se está a instalar à grande velocidade faz lembrar as antecâmaras do fascismo. Em situações semelhantes, Hitler e Mussolini, Salazar e Franco, Pinochet e outros ditadores militares latino-americanos, Mobutu e outros ditadores africanos, foram instalados no poder, defendidos pelo grande capital enquanto serviam os interesses desse grande capital, e no fim caíram.

Será que você, senhor Presidente, se prepara para a fascização completa do País? Destruir a Renamo, militarmente, é um pretexto. Fazer renascer a guerra é um pretexto. Parte do problema dos raptos – não todo – e do crime e caus urbano é um pretexto.

Permitir a penetração da Al Quaeda em Moçambique é um pretexto. Pretexto para quê? Para suspender a Constituição e aniquilar todas as formas de oposição, atirando depois as culpas para os raptores e outros criminosos e terroristas, ou para aniquilá-los em nome da luta pela estabilidade.

Senhor Presidente, você pode estar a querer fascizar o país, mas não se esqueça de que a sua imagem e a do seu partido estão muito descredibilizadas – por causa de si e do seu exército de lambe-botas. E essa credibilidade não se recupera com palavras e com mortos. Só se pode recuperar com a paz e a justiça social. O que prefere, tornar-se num fascista desprezível e, a longo prazo, vencido?

Ou um cidadão consciente e responsável que defendeu e manteve a paz e segurança dos cidadãos, evitando a guerra e combatendo o crime? Senhor Presidente, você tem que ser parte da solução porque você é uma grande causa do problema. Ao longo de dois mandatos, quem se rodeou de lambe-botas que lhe mentem todos os dias, inventam relatórios falsos e o assessoram com premissas falsas?

Quem deu botas a lamber e se satisfez com isso, com as lambidelas? Quem se isolou dos que realmente o queriam ajudar por quererem ajudar Moçambique e os moçambicanos, sem pretenderem usufruir de benefícios pessoais? Quem preferiu criar uma equipa de assessores estrangeiros ligados ao grande capital multinacional ao invés de ouvir as vozes nacionais ligadas aos que trabalham honestamente?

Quem insultou, e continua a insultar, os cidadãos que apontam problemas e soluções porque querem uma vida melhor para todos (mesmo podendo estar errados, honestamente lutam por uma vida melhor para todos)? Quem acusa os pobres de serem preguiçosos e de não quererem deixar de ser pobres? Quem no principio e fim dos discursos fala do maravilhoso povo, mas enche o meio com insultos e desprezo por esse mesmo povo? Quem escolheu o caminho da guerra e a está a alimentar, mesmo contra a vontade do povo maravilhoso?

Quem diz que a guerra, e o desastre humanitário a ela associado, é um teste à verdadeira vontade de paz do povo maravilhoso? Por outras palavras, quem faz testes políticos com a vida do povo maravilhoso? Quem deixa andar o crime, a violência e a pobreza, quem deixa andar a corrupção, o compadrio e as associações criminosas? Quem nomeia, ou aceita a nomeação de um criminoso condenado a prisão maior para comandante de uma das principais forças policiais no centro do país?

Quem se apropria de toda a riqueza e ao povo maravilhoso oferece discursos e desse maravilhoso povo quer retirar (ou gerir, como o senhor diz) qualquer expectativa? Quem só se preocupa com os recursos que estão em baixo do solo, mandando passear as pessoas, os problemas e as opções de vida construídas em cima desse solo? Quem privatiza os benefícios económicos e financeiros dos grandes projectos, e depois mente dizendo que ainda não existem?

Quem se defende nos media internacionais dizendo que passou todos os seus negócios para os familiares enquanto é Presidente – e quem é suficientemente idiota para aceitar isto como argumento e como defesa? Quem divide moçambicanos em termos raciais e étnicos, regionais e tribais, religiosos e políticos – já agora, o que são moçambicanos de gema? Serão os autómatos despersonalizados e ambiciosos que nascem das gemas dos seus patos?

O que são moçambicanos de origem asiática, europeia ou africana – são moçambicanos ou não são? Quem ficou tão descontrolado que hoje acusa os media de serem criadores do clima que se vive no país – foram os media que se apropriaram das terras, iniciaram uma guerra, deixam andar o crime urbano e foram pedir conselhos ao Zé Du? Que tipo de media você quer?

Um jornal notícias que não tem uma referência destacada a três grandes manifestações populares pela paz e segurança e justiça social que aconteceram ontem no nosso país, embora tenha uma notícia sobre manifestações contra violações no Quénia? Porque é que as manifestações dos outros são verdade e as nossas mentira? E, já agora, senhor Presidente, pode esclarecer-nos quem matou Samora? Senhor Presidente, você não merece representar a pérola do Índico nem liderar o seu povo maravilhoso.

E desmerece-o mais cada dia. Você foi um combatente da luta de libertação nacional e um poeta do combate libertador, mas hoje não posso ter a certeza que liberdade e justiça tenham sido o seus objectivos nessa luta heróica. O povo maravilhoso, ontem, prestou homenagem a Moçambique, a Mondlane e Samora, aos valores mais profundos da moçambicanidade cidadã e da cidadania moçambicana. Foi bonito ver as pessoas a manifestarem-se por causas justas comuns, a partilharem a água e as bolachas, a abraçarem-se e distribuírem sorrisos, a apanharem o lixo que uma tão grande multidão não poderia deixar de criar.

Foi bonito ver quão bonitos e cívicos Moçambique e os moçambicanos, na sua variedade, são. Foi bonito ver os cidadãos aplaudirem a Polícia honesta e abraçarem os seus carros, e os polícias absterem-se de atacar os cidadão. Foi bonito ver que conseguimos juntar uma multidão consciente, cívica e honesta, que o seu porta-voz partidário, Damião José, foi incapaz de desmobilizar. Foi bonito ver a bandeira e o hino nacionais a cobrirem todos os moçambicanos, moçambicanos que são só moçambicanos e nada mais.

E no seu civismo e afirmação da cidadania moçambicana, esta multidão para si só tinha três palavras: “fora, fora, fora”. Tenha dignidade e, pelo menos uma vez na vida, respeite os desejos do povo. Reúna os seus patos e saia, saia enquanto ainda há portas abertas para sair e tempo para caminhar. Não tente lutar até ao fim. Isso só vai trazer tragédia, mortes e sofrimento para todos e, no fim, inevitavelmente, você e todos os outros belicistas, criminosos e aspirantes a fascistas, sejam de que partido forem, serão atirados para o caixote do lixo da história. Saia enquanto é tempo, e faça-o com dignidade.

Ninguém se esquecerá do que você fez – de bem e de mal – mas perdoá-lo-emos pelo mal por, pelo menos no fim, ter evitado uma tragédia social e saído com dignidade. Que, pelo menos, o seu último acto seja digno e merecedor deste povo maravilhoso. E, enquanto se prepara para sair, por favor devolva ao país e ao Estado a riqueza de que você, a sua família e o seu grupo de vassalos e parceiros multinacionais se apropriaram. Leve os seus patos mas deixe o resto.

E, por favor, use as presidências abertas, pela última vez, mas para se despedir, pedir desculpas e devolver a riqueza roubada. Saia, senhor Presidente, enquanto ainda é suficientemente Presidente para sair pelas suas próprias pernas. Você sabe, de certeza, o que quer dizer “A Luta Continua!” Então, saia. E não perca tempo a abater ou mandar abater ou encorajar a abater ou deixar abater alvos seleccionados, sejam eles quem forem.

O sangue de cada um desses alvos só vai engrossar ainda mais o rio em cheia que o atirará a si, e seus discípulos, como carga impura, para as margens do rio poderoso fertilizadas pela luta popular. O povo não morre, e é o povo, não um alvo seleccionado, seja quem for, quem faz a revolução. Não se esqueça de que a fúria do rio em cheia é proporcional à água que nele flui e à pressão que sobre ele exercem as margens opressoras.

Senhor Presidente, não tente fascizar Moçambique. Se o fizer, pode levar tempo, podem muitas vidas ser encurtadas pelas suas forças repressivas de elite, mas se seguir este caminho, você sairá derrotado. A história não perdoa.

Adeus, senhor Presidente, vá descansar na sua quinta com a sua família e dê à paz e à justiça social uma oportunidade nesta pérola do Índico e em benefício do seu maravilhoso povo. Por favor.

Não lhe queremos mal. Mas, acima de tudo, queremos a paz e que os benefícios do trabalho.

Deputados da Frelimo querem Muchanga na Cadeia por causa de suas declarações na plenária



As declarações do famoso deputado Antonio Muchanga, de que há deputados na plenária que são empreiteiros “mafiosos e autênticos burlas” que fraudaram o estado em altas somas de dinheiro na reabilitação do hospital provincial de Quelimane já estão a ter eco


Segundo informações de publicadas pelo Magazine Independente, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, quer que seja criada uma comissão de inquérito para investigar a veracidade de tais declarações.

Caifadine manasse, citado pelo Magazine Independente, negou ter qualquer ligação, com empreiteiros ligados as obras do hospital provincial de Quelimane dizendo a Muchanga  "Deputado Muchanga, eu não tenho nenhum vinculo nem meu nome esta associado ao hospital provincial de Quelimane”

Os colegas de Manasse, da bancada da Frelimo, exigiram que caso se prove o contrário que seja responsabilizado António Muchanga por causa das suas declarações.
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