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Tipos de Colónias: Povoamento, Exploração e Protectorado

Introdução

Com a entrada dos Europeus na América, dois processos de colonização foram desencadeados. O primeiro foi chamado de ‘colónia’, onde o objectivo era desenvolver a terra com habitação, criando formas de comércio e ampliando as estruturas básicas da colónia (criação de escolas, hospitais, etc.). O segundo caso são as ‘colónias de exploração’, nas quais a metrópole tem como interesse apenas explorar os recursos naturais da colónia para enriquecer e levar todo lucro a seu país de origem. Neste caso não há preocupação com a terra colonizada. Entretanto neste trabalho irá falar-se dos tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras.


Índice
Introdução
Tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras
Colónia do Povoamento
Colónias de exploração
Protectorados
Conclusão
Bibliografia

Tipos de Colónias de Povoamento de exploração e protectoras
As colónias de povoamento correspondem àquelas que se desenvolveram nas áreas temperadas da América, melhor exemplificadas com as colónias inglesas da América do Norte, especialmente a Nova Inglaterra.
A África, sendo um continente com uma grande variedade bioclimática, de recursos pedologicos, hidrográficos, e outros, foi conquistada em muitos casos, com objectivo diferentes, de acordo com as características de cada região, primapro que também esteve subjacente ao processo de patilha.
Colónia do Povoamento
De acordo com o próprio nome, são colónias que tinham por objectivo serem povoados com populações coloniais, vinda da metrópole umas das formas de reservar os problemas da exploração demográfica que se iniciou na Europa no século XVIII, ao mesmo tempo que serviria para desenvolver em África varias actividades a nível político administrativos económico e cultural.
Os colonialistas estalaram-se preferencialmente nas zonas com climas temperados que se encontram nos extremos norte e sul de África por serem semelhantes aos da Europa. A partir desses extremos a concentração das colónias iam diminuindo ora para sul, ora para norte. De seguida a preferência era para as planícies costeiras, e vales fortes por serem zonas mais acessíveis.
Ao mesmo tempo, os africanos foram afastados para zonas mais férteis e sem acesso ao capitais, aos mercados, à educação de nível europeia e ainda obrigados a procurar emprego nas cidades e nas fazendas desses mesmos europeus para suportar os impostos.
Estima-se que, até meados da década 1950, viviam em África mais de 5 milhões de colonos de acedência europeia que consideravam África é o seu continente. Estes porem, era uma minoria em relação ao total da população africana, que rondaria cerca de 240 milhões de indivíduos.
Os exemplos típicos de colónias de povoamento foram à Argélia Francesa e África de Sul Britânica, em especial da cidade de cabo. Não se podem desprezar as colónias as colónias da Rodezia do sul (Zimbabwe), Rodezia do norte (Zambia), Congo Belga, Quenia, Morocos, Tonizia e Sul de Moçambique e Angola, no caso de Portugal.


Como vimos, a população colona era numericamente inferior em relação Africana e, por isso, um pouco por toda África, encontramos nossas colónia sociedade cosmopolitas combinando raças, línguas e regiões deferentes sendo o exemplo típico o Egipto. Mesmo sendo uma minoria. A população vinda a Europa encontrava-se em posições de superioridade em relação a maioria Africana pois a população colona tinha privilégios que lhe eram compridos pelos governos coloniais.
A maior das colónias do sul de África, a partir dos finais do século XIX houve um ritmo de povoamento acelerado em que a população indigna foi “empurrada” para zonas menos povoadas.
Em geral, os colonos monopolizam o poder político, a economia, as profissões especializadas, as direcções gerais, entre outros. No entanto todos as colónias da África Negra, em essa situação descolonizámos foi mais grave na união sul-africana, em contradições com os protectorados vizinhos da Basutolanda e da Suazilandia, onde os africanos tinham direitos e terras.
A economia europeia para maioria, regiões do mundo é anterior ao colonialismo em especial para a morte de África, através do mar mediterrâneo.
Fig. 01: As zonas de maior concentração de colonos em África.
Colónias de Exploração
Apesar de terem existido colónias de povoamento está claro para todos que o objectivo principal do colonialismo em África era explorar os seus recursos para satisfazer as crescentes indústrias e concorrência entre países captalistas, em especial aquele que nos finais dos séculos XIX, havíamos atingido a fase imperialista. A exploração dos recursos africanos deu-se em todo tipo de colónias fossem elas de administração directa, indirecta ou mista.


Em África foram dados concessões de vastos territórios as companhias privadas como forma de atrair capitais. Em muitos de governos europeus na aquisição e na administração das colónias apesar de serem em povos especuladores.
As companhias tiveram maior imposto nas colónias Britânicas e Alemães, sem ignorar Portugal, que-as introduziu sobretudo no Norte e Centro de Moçambique.
Várias foram as companhas que estiveram presentes em África:
  • A companhia do Niger; 
  • A companhia Britanica da África do sul; 
  • A companhia imperial Britânica da África Oriental; 
  • A companhia alemã do sudeste africano e da África oriental em Moçambique; 
  • As companhas do Niassa, do Zambeze e de Moçambique.
Fig. 02: Companhias que estiveram presentes em Moçambique
Protectorados
Os protectorados foram um tipo de colónia cuja extinção corresponde a um determinado reino pré-existente, no país colonizado metrópole, o país ou conquista conservou os limites territoriais e soberania da classe divergente, isto, por suavizar-se declararam seus vassalos. O reino de Buganda é um exemplo típico de protectorados, apesar de terem investidos varias outros exemplos um pouco por todo continente.
Figura 03: Os protectorados

Os protectorados, os governos coloniais proporcionavam a segurança necessária para explorar recursos minerais, pedólogicos, hidrológicos, bioclimáticos. Daí a existência de companhias majestáticas e a construção de varias infra-estruturas, como ferrovias, rodovias e portos, com o objectivo principal escoar os produtos de exportação para mercados mundiais e de receber os produtos manufacturados vindos da metrópole.

Conclusão
Terminado trabalho, concluiu-se que os dois tipos de colonização explicam as diferenças que se apresentarão posteriormente: a colónia não prosperou, ao contrário da Nova Inglaterra, que foi o embrião do desenvolvimento norte-americano. Portanto, é o sentido da colonização, essencialmente de exploração, o grande responsável pelos problemas do atraso que ainda hoje marcam o nosso país, e não outros factores, como clima, raça, miscigenação ou religião, carentes de base histórico-científica.
Constatou-se também que Em África foram dados concessões de vastos territórios as companhias privadas como forma de atrair capitais. Em muitos de governos europeus na aquisição e na administração das colónias apesar de serem em povos especuladores.

Bibliografia
  • NHAMPURO, Telesfero, CUMBE, Graça, História 11ª classe, Plural Editores, Maputo, 2016 
  • www.estudamoz.blogspot.com

Impacto da Dominação Colonial em África

Resumo:
Para alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influência do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas.
Entretanto, isto não quer dizer que a ocupação colonial foi totalmente positiva. Porque enquanto ajudavam despropositadamente no desenvolvimento, doutro lado havia exploração e opressão, a pilhagem de matérias-primas, o desprezo e racismo, a matança de vidas humanas, e muitos outros males.



Índice
Introdução
Impacto da Dominação Colonial em África
Impactos Positivos
Ao nível político
Ao nível administrativo
Ao nível das consciências e nacionalismos africanos
Impactos Negativos
Ao nível económico
A nível sociocultural
Conclusão
Bibliografia



Introdução 
A invasão, partilha, pilhagem e ocupação efectiva de África pelos Europeus entre os séculos XV-XIX, trouxe numerosas mudanças no âmbito político, económico, sociocultural e várias outras áreas nas populações africanas. Trata-se dos impactos negativos e positivos cujas fazem-se sentir até os dias actuais. Entretanto, neste trabalho de uma forma resumida irá descrever-se estes impactos.
Impacto da Dominação Colonial em África
A questão da dominação colonial em África tem merecido os mais controversos debates da História de África. Alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influencia do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas, nomeadamente:
  • O aparelho administrativo; 
  • A rede de estradas ferrovias; 
  • O sistema de telecomunicações; 
  • O serviço básico de educação e de saúde.
    É fácil questionar hoje a lentidão do desenvolvimento económico durante os cinquenta (50) anos de colonização colonial. Não obstante, a diferença entre a condição da sociedade africana no final século XIX e a do final da Segunda Guer-ra Mundial é espantosa. As potências coloniais proporcionaram toda a infra-estrutura da qual dependeu o progresso na época da independência: aparelho ad-ministrativo, aliás eficiente que alcançava as ideias mais remotas, uma rede de es-tradas, de ferrovias e de serviços básicos em matéria de saúde e de educação. As exportações de matérias-primas trouxeram considerável riqueza aos povos da África ocidental.
    Boahem, História Geral de África, p. 788

    Segundo Lloyd, o carácter da influência colonial foi positivo.
    Já os teóricos do subdesenvolvimento e do desenvolvimento consideraram que o efeito positivo do colonialismo em África foi praticamente nulo.
    […] é costume dizer que de um lado havia exploração e opressão, mas que, de outro lado, os governos coloniais fizeram muito pelos africanos e contribuíram para o desenvolvimento de África. Para nós, isso é completamente falso. O coloni-alismo só tem um aspecto, um braço: é um bandido manente.
    In A. Adu, Boahen, História Geral de África:
    a África sob a dominação colonial: 1880-1935, p. 788

    Opinião do historiador guianês negro Walter Rodney sobre o subdesenvolvimento da África.
    Apesar da dialéctica que nos é apresentada, uma questão está clara. O colonialismo trouxe consequências de cariz político, económico sociocultural que podem ser vistas como positivas, logo, benéficas ou então negativas, prejudiciais.

    IMPACTOS POSITIVOS
    Ao nível político
    Ao nível político o primeiro impacto foi a instauração de um grau maior de paz e de estabilidade. Após a ocupação colonial e a implantação dos vários aparatos adminis-trativos, guerras de expansão e de resistência.
    Outros aspectos ao nível político que podia-se considerar positivo, é o novo orde-namento geopolítico dos modernos Estados africanos que se matem até à actualidade. Embora esses territórios tivessem sido criados arbitrariamente e artificialmente, foi desta forma que surgiram estados modernos independentes em África.
    No entanto, no Congo, por exemplo, este processo levou ao surgimento de Esta-dos com superfícies diferentes, como foi o caso do Congo Belga cuja superfície é maior que Burundi e Ruanda (território franceses).

    Ao nível administrativo
    O sistema colonial introduziu em África um novo sistema judiciário e uma nova burocracia ou administração. A estrutura montada contribuiu ainda para o aparecimento de uma classe de funcionários africanos que se foram multiplicando até a actualidade.

    Ao nível das consciências e nacionalismos africanos
    Por último, destaca-se o nascimento do nacionalismo no quadro dos limites das fronteiras coloniais, caracterizado pelo desenvolvimento de certo grau da independência e de consciência entre as classes grupos étnicos que habitavam cada um dos novos esta-dos. Emergiram ainda as elites instruídas que haviam se beneficiado da educação colonial, muitas vezes como filhos ou parentes da elite africana que estava ao serviço da administração colonial (assimilados). Forma que, mais tarde, tomaram consciência da sua pertença, da sua nação e promoveram os movimentos nacionalistas África africanas que anos depois levaram aos Movimentos de Libertação Nacional e às Independências.

    IMPACTOS NEGATIVOS
    O aspecto negativo mais marcante de todo o sistema colonial foi a perda da sobe-rania (autoridade) e independência política e económica dos africanos. Estes o perderam direito de traçar planos de desenvolvimento para os seus países, bem como de participar na tomada de decisões, porque apenas o governo colonial é que ditava as regras de go-vernação. Portanto os africanos impedidos de exercer a sua cidadania no seio dos próprios países.
    Outro aspecto negativo foi o subdesenvolvimento do continente africano e a de-sorganização do sistema social, político e económico das sociedades africanas. Várias comunidades e grupos étnicos e culturais foram divididos pelas fronteiras artificiais, milhares de riquezas africanas foram pilhadas e milhões de pessoas foram mortas arbitra-riamente.
    Foi instituído um sistema judicial que relegou para um plano secundário as leis africanas, embora tenha permitido a integração dos africanos no sistema judicial interna-cional inspirado no direito romano.

    Ao nível económico
    O escoamento de matérias-primas em bruto para Europa e de produtos manufactu-rados para a África obrigou a montagem de uma rede de estradas, portos, aeroportos e ferrovias. E ainda à criação de uma rede de telecomunicações como telégrafos e telefo-nes.
    Com as relações laborais e a existência de trabalhadores assalariados introduziu-se em África a economia monetária que desempenhou um papel catalisador nas relações comerciais entre a Europa e África. Foi a partir desta realidade económica que foram instaladas em África redes bancárias e que se desenvolveram hábitos consumistas, que tendem a agregar-se nesta fase em que o mundo vive globalizado.
    Registou-se também a emigração e imigração entre países africanos, em busca de melhores condições de vida ou na fuga às difíceis condições de exploração como foi o trabalho forçado ou o pagamento dos impostos.

    A nível sociocultural
    Com a colonização, em algumas colónias como as portuguesas deu-se a acultura-ção das populações africanas, sobretudo, como aponta Davidson (1969), citado por Me-lo (1971:51), “a assimilação das raças ditas inferiores, por cruzamentos, pela religião cris-tã, pela mistura dos elementos mais diversos, mesmo a liberdade de acesso às mais altas funções do Estado na Europa (…)”- Esta situação levou ao esmagamento das tradições culturais africanas a favor da cultura ocidental.
    A educação ministrada para as populações ditas indignas contribuiu bastante para implantar a educação ocidental e retardar o pensamento intelectual dos africanos, ensi-nando-os apenas o saber fazer para servir os interesses económicos dos europeus.
    A existência de uma pequena elite africana e a política de assimilação desenvolve-ram em alguns países, sobretudo onde a forma de administração foi a directa, uma polí-tica de discriminação racional caracterizada pela existência de brancos, mestiços e ne-gros.
    Apesar do sofrimento da colonização, a cobrança dos impostos no campo, a po-breza extrema e a procura de melhores condições de vida levaram a número elevado da população camponesa a emigrar para as cidades, culminando com o crescimento destas.
    Os europeus introduziram em África as suas línguas e perduram até hoje como lín-guas oficiais dos africanos ou ainda de unidade nacional, caso de Moçambique, facto que este facilitado pela diversidade das línguas africanas em cada país.

    Conclusão
    Terminado trabalho, concluiu-se para alguns Africanistas, como L. H. Gann, Peter Duignan e C. Lloyd e outros, afirmaram, em geral, que a influência do colonialismo em África trouxe benefícios e, na pior das hipóteses, que esses não foram prejudiciais a África. Para eles, a colonização proporcionou uma gama de infra-estruturas pela qual assentaram-se as novas administrações nascidas com as independências africanas.
    Entretanto, isto não quer dizer que a ocupação colonial foi totalmente positiva. Porque enquanto ajudavam despropositadamente no desenvolvimento, doutro lado ha-via exploração e opressão, a pilhagem de matérias-primas, o desprezo e racismo, a ma-tança de vidas humanas, e muitos outros males.

    Bibliografia
    • NHAMPURO, Telesfero, CUMBE, Graça, História 11ª classe, Plural Editores, Maputo, 2016

    Consequências da 1ª (Primeira) Guerra Mundial para África e Europa - HISTORIA

    Introdução
    A Primeira Guerra Mundial terminou com a rendição da Alemanha em 11 de Novembro de 1918. A partir daí, a Europa e África passaram por uma reconfiguração de poder política, demográfica, económica e sociocultural. As principais transformações do pós-guerra ocorreram com a edição do Tratado de Versalhes e com as novas definições no mapa político-económico mundial com o surgimento de novas grandes potências. Entretanto neste trabalho trazemos a abordagem sobre as consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa e Para África. Onde analisará-se estes aspectos a nível económico, político, demográfico e sociocultural.




    • Índice
    • Introdução. 1
    • Consequências da 1ª Guerra Mundial para África. 2
    • A Nível Político. 2
    • A Nível Economico. 2
    • A Nível Demográfico. 3
    • A Nível Sociocultural 4
    • Consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa. 4
    • A Nível Económico. 4
    • A Nível Demográfico. 4
    • A Nível Político. 5
    • A Nível Sóciocultural 6
    • Conclusão. 7
    • Bibliografia. 8


    Consequências da 1ª Guerra Mundial para África
    A Nível Político

    Ao longo de quatro anos, populações europeias e africanas foram deslocadas, culturas foram destruídas, num cenário onde a contestação ao domínio político, económico e administrativo europeu começou, também, inevitavelmente, a ganhar notoriedade. Nos territórios do protectorado britânico da África Oriental, terminada a guerra, as estimativas apontam que cerca de 100 000 africanos nunca terão regressado a casa.
    São muitas as transformações que a guerra iria trazer à vivência e ao quotidiano dos africanos, uma vez assinada a paz. Na verdade, as elites africanas acabaram por saber tirar partido de algumas das oportunidades que a guerra lhes trouxe: em 1916 era aprovada a «Loi Blaise Diagne» que reconhecia o direito de cidadania francesa a todos os residentes nas quatro comunas do Senegal: Dakar, Gorée, Saint-Louis e Rufisque, esta medida foi acompanhada pela promessa do representante senegalês na câmara dos deputados francesa, Blaise Diagne, de obtenção de isenção do trabalho forçado, promessa que acabaria, no entanto, por nunca ser cumprida.








    A Nível Economico
    Apesar da maioria dos confrontos ter ocorrido em solo europeu, o envolvimento do continente africano na Grande Guerra acabaria por ser tudo menos irrelevante: ao longo de quatro anos África forneceu recursos materiais e humanos, a uma escala sem precedentes, para a Frente Ocidental. África ver-se-ia assim envolvida na Grande Guerra em virtude não só do controlo político que a Europa exercia sobre o continente mas também devido ao potencial estratégico de muitos destes recursos e infra-estruturas sobretudo portos, linhas de comunicação e estações telegráficas considerados indispensáveis à prossecução da guerra. As colónias não foram por isso meros campos de batalha, elas eram parte integrante das economias de guerra dos países europeus, fornecendo matérias-primas, alimentos e soldados para a frente ocidental. África deixou de representar apenas mais um destino de comércio, para se transformar num território onde a Europa passou a exercer controlo político; até 1880, 80% do território africano era governado pelos seus próprios reis;
    Por esta altura, as exportações alemãs para as suas colónias em África cifravam-se em 57,1 milhões de marcos, pouco mais de 2% do valor total do comércio externo alemão, em 1913. O reich, entre 1894 e 1913, tinha gasto mais no desenvolvimento e manutenção dos seus territórios coloniais – 1 0002 milhões de marcos – do que o valor total do seu comércio com aqueles territórios, 972 milhões de marcos.

    A Nível Demográfico
    Cerca de dois milhões e meio de africanos foram mobilizados, como soldados, trabalhadores ou carregadores, valor que corresponde a, aproximadamente, 1% do total da população do continente.
    No Verão de 1914 existiam 14 785 soldados africanos na África ocidental. Quando a guerra eclodiu apenas a França dispunha de um número «significativo» de tropas coloniais nos seus territórios, cerca de quinze mil homens; em 1912, com vista à criação de um exército negro permanente, tinha sido publicado um decreto que tornava obrigatório o serviço militar, durante quatro anos, para todos os africanos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 e os 28 anos. Contudo, e à medida que o conflito foi evoluindo todas as potências coloniais foram compelidas a expandir os respectivos contingentes coloniais, recorrendo, muitas vezes, ao recrutamento e à incorporação de voluntários.
    Começou então, nas palavras do governador da África Ocidental francesa, Gabriel Anglouvant, «uma verdadeira caça ao homem». No ano de 1915-1916 as autoridades francesas estabeleceram como objectivo o recrutamento de 50 mil homens, o descontentamento e a revolta das populações cedo se fez sentir, tornando impossível a realização de incorporações nas regiões sublevadas, contudo as estimativas apontam para que, durante os anos da guerra, cerca de 483 mil soldados coloniais terão integrado o exército francês. Para juntar aos soldados da África ocidental, mais 250 000 soldados do Norte de África e de Madagáscar integraram o mesmo exército.

    A Nível Sociocultural
    As consequências da Grande Guerra em África, cujos impactos se fizeram sentir em todo o continente ao longo de quatro anos, só podem, em grande medida, ser comparáveis aos efeitos devastadores provocados por séculos de escravatura. De uma forma geral podemos afirmar, desde logo, que os impactos da Grande Guerra, quando analisados para além da destruição provocada por quatro anos de conflito, se fizeram sentir no quotidiano do continente devido a três causas principais: o recrutamento das populações africanas; o êxodo dos europeus;

    Consequências da 1ª Guerra Mundial para Europa
    A Nível Económico
    O pagamento de reparações onerosas impostas aos perdedores após a Primeira Guerra Mundial, durante um período inflacionário em toda a Europa na década de 1920 – outro resultado directo dos efeitos materiais de uma guerra catastrófica – causou uma hiperinflação da moeda alemã, o Reichsmark , por volta de 1923. Aquele período de hiperinflação combinado com os efeitos da Grande Depressão (iniciada em 1929) abalou seriamente a estabilidade da economia da Alemanha, acabando com as economias pessoais da classe média e gerando desemprego em massa.
    O caos económico em muito colaborou para aumentar a agitação social, desestabilizando a já frágil República de Weimar. Os esforços das potências europeias ocidentais para marginalizar a Alemanha, tiveram como resultado o enfraquecimento e isolamento de seus líderes democratas, fazendo surgir entre a população alemã a idéia de que era necessário recuperar seu prestígio nacional através da remilitarização e da expansão territorial.

    A Nível Demográfico
    A destruição e a perda catastrófica de vidas ocorridas durante a Primeira Guerra Mundial resultou no que poderia ser descrito como desespero cultural em muitas nações que haviam participado dos combates. A decepção com as políticas nacionais e internacionais e um sentimento de desconfiança em relação aos líderes políticos e funcionários governamentais, permeavam a consciência de um público que havia testemunhado os danos de um conflito devastador que havia durado quatro anos. A maioria dos países europeus perdeu práticamente toda uma geração de homens jovens. Embora alguns escritores glorificassem a violência da guerra e o contexto nacional do conflito, como o alemão Ersnt Jünger, em sua obra datada de 1920, entitulada “Tempestades de Aço”, Stahlgewittern, na verdade foi o relato vivo e realista dos combates nas trincheiras, retratados na obra-prima de Erich Maria Remarque “Nada de Novo no Front” (Im Westen nichts Neues), datada de 1929, que conseguiu captar a experiência das tropas nas frentes de batalha e expressar a alienação da "geração perdida", que retornava ao lar após a Guerra e se sentia incapaz de se adaptar aos tempos de paz, e ao mesmo tempo era tragicamente incompreendida pelos civis que não haviam testemunhado os horrores da Guerra em primeira mão.

    A Nível Político
    A reviravolta social e econômica que se seguiu à Primeira Guerra Mundial em muito contribuiu para desestabilizar a incipiente democracia alemã, permitindo assim a ascensão de muitos partidos radicais de direita na Alemanha durante a República de Weimar. Tão destrutiva quanto as rígidas determinações do tratado de Versalhes era a crescente convicção de muitos alemães de que haviam sido "apunhalados pelas costas" pelos "criminosos de novembro" – ou seja, por aqueles que haviam ajudado a formar o novo governo de Weimar e a negociar a paz que os alemães tanto desejavam, mas que foi tratada de forma desastrosa no Tratado de Versalhes.
    Muitos alemães pareciam haver se esquecido de que haviam, eles mesmos, elogiado a queda do Kaiser [Imperador], aprovado a reforma parlamentar democrática e comemorado o armistício. Eles faziam questão de apenas se lembrar de que a esquerda alemã – os socialistas, comunistas e, no imaginário popular também os judeus, – havia entregue a honra alemã em um tratado de paz vergonhoso, mesmo que nenhum exército estrangeiro houvesse pisado em solo alemão. O mito da Dolchstosslegende (punhalada nas costas) foi criado e difundido por já aposentados líderes militares alemães da época da Guerra que, já em 1918 sabendo que a Alemanha não mais tinha condições de manter a guerra, haviam aconselhado o Kaiser a pedir a paz. A lenda criada ajudou a desacreditar ainda mais os círculos socialistas e liberais alemães, que eram os que mais se dedicavam a manter a frágil experiência democrática alemã.
    Os Vernunftsrepublikaner ("republicanos racionais"), entre eles o historiador Friedrich Meinecke e o escritor alemã que havia recebido o prêmio Nobel, Thomas Mann, inicialmente haviam resistido à reforma democrática mas, devido aos problemas do pós-guerra sentiram-se na obrigação de apoiar a República de Weimar, como a menos pior das alternativas possíveis. Eles tentaram afastar seus compatriotas da polarização entre a esquerda e a direita radicais. As promessas da direita nacionalista alemã de revisar o Tratado de Versalhes, pela força caso necessário, conquistavam cada vez mais simpatizantes em círculos respeitados pela opinião pública. Enquanto isso, os rumores de uma iminente ameaça comunista, após a eclosão da Revolução Bolchevique na Rússia e dos breves golpes e revoluções comunistas na Hungria (Bela Kun) e na própria Alemanha (i.e. a Revolta Espartacista, Spartakusaufstand ), começavam a alterar o equilíbrio da balança da opinião política alemã decididamente em prol das causas da direita.

    A Nível Sóciocultural
    Enquanto os agitadores da esquerda cumpriam pesadas sentenças na cadeia por gerarem inquietação política, os activistas radicais de direita, como Adolf Hitler, cujo Partido Nazista havia tentado depor o governo da Bavária e iniciar uma "revolução nacional" no Beer Hall Putsch em novembro de 1923, cumpriram apenas nove meses dos cinco anos de suas sentenças por traição, considerada crime capital. Foi enquanto cumpria sua sentença na prisão, que Hitler escreveu seu manifesto político, Mein Kampf (Minha Luta).
    Em alguns círculos, essa indiferença e essa desilusão com as políticas bélicas e os conflitos auxiliaram a aumentar o sentimento pacifista. Nos Estados Unidos a opinião pública era a favor do retorno ao isolacionismo; e esse sentimento popular foi o fundamento da recusa do senado norte-americano em ratificar o Tratado de Versalhes e aprovar a inclusão dos EUA na Liga das Nações proposta pelo presidente Wilson. Para uma geração de alemães, aquela alienação social e desilusão política foi retratada na obra “E agora, seu moço?” (Kleiner Mann, was nun?), do escritor alemão Hans Fallada, uma história sobre um alemão "comum" em meio ao tumulto da crise económica e do desemprego, e igualmente vulnerável às palavras sedutoras dos políticos radicais de esquerda e de direita. A obra de Fallada, de 1932, retratou com precisão a Alemanha de sua época: um país imerso em inquietações económicas e sociais e polarizado entre as duas extremidades do espectro político. Muitas das causas dessa desordem tiveram suas origens na Primeira Guerra Mundial e no período que a seguiu; e o caminho em seguida tomado pela Alemanha resultaria em uma guerra ainda mais destrutiva nos anos vindouros.

    Conclusão
    Terminado trabalho pôde então concluir-se que por tudo que vimos viu-se, especialmente com relação ao Tratado de Versalhes, o fim da Primeira Guerra Mundial não criou um ambiente de paz, ao contrário disso, ampliou as rivalidades existentes desde o período imperialista, especialmente nos alemães que passaram a desejar vingança. O discurso de Hitler era impregnado de acusações contra o Tratado de Versalhes e aos "traidores da nação", pois os social-democratas eram acusados de traidores por terem mediado a rendição do país.
    Além disso, constatou-se que cerca de 8 milhões e meio de pessoas morreram e perto de 20 milhões ficaram feridas. Queda dos grandes impérios e o aparecimento de novos estados, definiu--se um novo mapa político na Europa. Fome, desemprego alarmaram a Europa. As classes sociais empobreciam cada vez mais, provocando uma certa agitação social, as mulheres que antes não trabalhavam fora de casa entraram no mundo de trabalho e conquistaram também direito de voto.


    Bibliografia

    • HOBSBAWN, Eric J.. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914 – 1991. n
    • C.M. Andrew and A.S. Kanya-Forstner, «France, Africa, e a Primeira Guerra Mundial» in Journal of African History, XIX, 1978, p. 11.
    • Andrew D. Roberts, «Introduction» in A.A.V.V., The Cambridge History of Africa c.1905-c.1940, (Ed.) A.D. Roberts, Vol. 7, Cambridge, Cambridge University Press, 1986, p. 3.


    HISTORIA: Revolução Francesa (Etapas, Causas e Importância)


    O início da revolução Francesa
    A convocação dos estados gerais e a tomada da bastilha para solucionar o problema da crise económica. O estado colocou a hipótese de cobrar impostos também os grupos privilegiados, mas estes não concordavam. O rei Luís XVI decidiu então convocar os estados Gerais, que não se reuniam desde 1614.
    A abertura dos estados gerais teve lugar em versalhês, as de maio de 1789.
    Começaram por deliberar sobre o problema de meter o tradicional funcionamento com sessões separados para cada estado e votação por ordem, ou pelo contrário, aceder ceder vontade do terceiro estado e organizar o trabalho em sessões conjuntos com votos por cabeça.
    Foi então que o povo de paris, dirigido por alguns Burgueses e apoiado por militares, em 14 de Julho de 1789, associado a fortaleza-prisão da bastilha, onde estavam detidos os que se opunham ao Regime, liberou os presos.    

    Etapas da Revolução Francesa
    ·         Etapa (Julho de 1789-agosto 1792) da monarquia constitucional ao fim do antigo regime
    Esta etapa foi chamado fase da a emblema nacional porque durante a maior parte deste período, os destinos da franca estiveram nas mãos da assembleia.

    Causas da Revolução Francesa
    Nas vésperas da Revolução, cerca de 28 milhões de Franceses viviam num regime Social de igualitário.
    A sociedade estava dividida em ordens ou estados, nomeadamente:clero, nobreza e terceiro estado (povo).
    O estado mas importante da franca era constituída pelo clero, a que se seguia a nobreza. Estes dois estados eram aos mas privilegiados, encontrando-se isentos de quase todos os impostos.
    A nobreza exercia todas as funções do governo e ocupava todos os postos do comando do exército. Alem disso, vivia dos impostos lançados sobre os camponeses.
    No entanto, o clero e a nobreza representavam apenas 2% da população francesa, enquanto o terceiro estado ao povo representava 98%.
    O tercio estado era uma ordem bastante heterogenia. Nela se inseriam os artesões, os operários, os burgueses (comerciantes, banqueiros, os donos dos manufacturas), assim como os trabalhadores rurais.
    ·         Permanecia de relações feudais no campo, o que impedia os desenvolvimentos da pequena pregueia emergente;
    ·          Existência de um porte burguesia conformada com o regime político vigente;
    ·         Incompatibilidadede padrões sociais com o advento do capitalismo.
    ·         As alfândegas feudais que dividiam a franca impediam a evolução do comércio;
    ·         Injustiça dos senhores feudais para com os servos que trabalhavam nas pequenas parcelas agrícolas;
     Se um camponês falace, aparecia um administrador do senhor o exigir uma parte considerável da herança.

    Importância da revolução Francesa
     A importância da revolução francesa e que ela marca além do início da aplicação do ilusionismo, marca também o fim da era dos reis absolutistas. E a intolerância religiosa.
    Nome da que foi dado ao conjunto de acontecimentos que ocorrem entre 5 de Maio de 1789 a 9 de Novembro de 1799, os mesmos alteram completamente o quadro político social da franca. Foi influenciada pelos ideais do iluminismo e da independência Americana 

    HISTORIA: A presença portuguesa e o estado dos Mwenemutapa (1505-1693)


    Objectivo
    Este trabalho tem como objectivo fazer perceber e entender ao estudante como foi o processo de colonização aplicada para com o nosso pais, as formas de administração aplicadas, o que levou os portugueses a se instalarem nas nossas terras e desta forma inicializando com as colónias, o processo de construção das feitorias, as lutas tidas entre os povos Árabes com os Portugueses, e as deliberações tomadas nas conversações.

    Introdução


    Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Socapa (1505), Ilha de Moçambique (1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544). Dai começaram os conflitos com os árabes “Guerra” isso no estado do Mwenemutapa.
    Quando os portugueses chegaram não só passaram a servir de intermediários comerciais, corno ocuparam e dominaram alguns pontos de produção. Foi o caso de Moçambique. No início, os portugueses pareciam só queriam comprar ouro e marfim, mas depois percebeu-se que a sua vontade era alcançar as minas e dominar o território.

    A presença portuguesa e o estado dos Mwenemutapa (1505-1693)
    Quando os portugueses chegaram a Moçambique, em 1948, ficaram desde logo fascinados pela riqueza em ouro de um reino que havia no interior do território, o império mwenemutapa. Contudo, só em 1505 em que os portugueses se instalaram no nosso território.
    A presença dos portugueses no estado do mwenemutapa foi marcada por lutas constantes com os árabes que já cá estavam instalados e, também, o período de acordo e desacordo com os monarcas mwenemutapas.
    A entrada dos Portugueses no Indico foi desastrosa para os Árabes. Os principais intermediários comerciais dos grandes impérios do Índico eram os Árabes. Quando os portugueses chegaram não só passaram a servir de intermediários comerciais, corno ocuparam e dominaram alguns pontos de produção. Foi o caso de Moçambique. No início, os portugueses pareciam só queriam comprar ouro e marfim, mas depois percebeu-se que a sua vontade era alcançar as minas e dominar o território.

    No inicio, os portugueses pareciam só querer comprar ouro e marfim, mas depois perceberam-se que a sua vontade era alcançar as minas e dominar o território.

    As lutas entre portugueses e árabes, em território moçambicano, eram de teor económico, mas também religioso e político. Os portugueses chegaram a Moçambique com o intuito de dominar os povos, as suas produções e a sua religião.
    A presença portuguesa data de 1498, quando Vasco de Gama chegou a Inhambane e mais tarde a Ilha de Moçambique. Mas só em 1505 é fundada a primeira feitoria portuguesa por Pêro de Nhaia e mais tarde a feitoria da Ilha de Moçambique, em 1507.
    Com o estabelecimento da feitoria de Sofala, os portugueses esperavam controlar todas as vias de escoamento de ouro que vinha do interior a costa e em menor escala de marfim, onde Sofala era o seu local final.
    Entretanto, ate 1530, Os comerciantes portugueses sofreram a oposição e a concorrência feita pelos mercadores suaíli. Estes, percebendo que os portugueses eram uma ameaça ao seu comércio, transformaram Angoche no centro de escoamento de ouro, uma estratégia para fugir da presença portuguesa na rota de ouro que ia dar a Sofala.

    Contudo, os portugueses responderam e nesse mesmo ano fundam as feitorias do interior em Tete e Sena. Em 1544, fundaram a feitoria de Quelimane. Esta acção visava não só controlar as vias de escoamento do ouro, mas também ter acesso as zonas produtoras.

    Mas não foram só os mercados Suaíli-árabes que dificultaram o comércio português. Os portugueses arranjaram inimigos também entre os outros intermediários do comércio do ouro. Como o desejo dos portugueses era a chegar as minas de Mwenemutapa, ao local onde se extraía o ouro, precisavam eliminar todos os intermediários. Mas estes, sentindo-se ameaçados, bloqueavam a passagem de mercadorias da costa (tecidos e missangas) para o interior. Foi o caso de certas dinastias Karango-Shona. Por exemplo, o soberano Inhamunda, do estado de Quiteve, em aliança com Changamire Dombo do estado de Butua, criou sempre dificuldades no contacto entre os portugueses e o Mwenemutapa.

    A primeira comunidade portuguesa permanente surgiu a partir de 1541, próximo da capital do Mwenemutapa. Na fase inicial a coexistência era pacífica. O período de boas relações durou ate o assassinato do padre Gonçalo de Silveira, em 1561, dando inicio ao primeiro conflito entre Portugal e o Mwenemutapa.
    Seguiram-se anos de conflitualidade que se traduziram em confrontos armados com o envio de expedições militares portuguesas:
    ·         A primeira em 1571, que velo a fracassar, composta por Francisco Barreto, Vasco Fernandes Homem e Lourenço Carvalho;
    ·         A segunda tentou atingir a capital do império através de Sofala, Manica e Tete, mas também não logrou.

    De modo a não comprometerem a sua busca do ouro e a criarem formas de dependência ao Mwenemutapa, os portugueses estabeleceram feiras comerciais no planalto no interior das terras do Mwenemutapa, aproximadamente por volta de 1580: Masapa, Bukutu, Ruhanje, Manzovo, Dambarare, Chipiriviri. A feira mais importante foi Masapa, comandada pelo capitão das Portas, o mais importante intermediário nas relações comerciais entre os portugueses e o Mwenemutapa.
    A dependência do Mwenemutapa aos portugueses cresceu na forma de novos tratados tais como o Tratado de 1607 e de 1629. No geral, estes documentos garantiam aos portugueses a livre circulação de homens e bens isentas de pagamento de qualquer tributo. 0 Mwenemutapa teve também de ceder terras ricas em melos de ouro ou em ouro fluvial. Esta acção traduziu-se na quase total alienação da produção aurífera.

    A luta pela hegemonia comercial só terminaria aparentemente em 1629, altura em que é rubricado o Tratado de 1629.
    Em 1629, Mavura pediu apoio militar aos portugueses para lutar contra o seu sobrinho Kapararidze. Mavura aliou-se aos portugueses depois de derrotar Kapararidze. Os portugueses com este acordo obtiveram:
    ·         A vassalagem do rei;
    ·         A alienação das minas de a prata em seu favor;
    ·         A livre circulação, sem pagar tributos, dos mercadores portugueses nas terras do Mutapa;
    ·         A garantia da expulsão dos mercadores árabes-suaílis do território Mutapa;
    ·         A autorização par dominicanos pregar a sua religião;
    ·         A superação do imposto da curv os portugueses eram obrigados a pagar aos chefes Mutapas.

    De salientar que o estabelecimento deste acordo teve repercussões graves. O comércio com os Árabes terminou. Aumentou muito o número de comerciantes e de aventureiros portugueses nas terras do império do Mutapa. A exploração dos recursos naturais do território aumentou bastante. Isso foi visível na extracção mineira, mas também na procura de marfim. A penetração mercantil portuguesa fez com que se operassem mudanças na estrutura social. As populações campesinas que dantes se dedicavam ao trabalho agrícola agora eram desviadas para o trabalho mineiro. Isto fez com que os campos ficassem por cultivar, tivessem de importar mais víveres e cereais e também que morressem mais pessoas no trabalho mineiro.
    Este acordo veio, por fim, abrir a porta a formação de novas unidades políticas, fundadas por mercadores portugueses estabelecidos como proprietários de terras, os prazos.


     Conclusão
    Feito o trabalho conclui-se que os portugueses não vieram a Moçambique com objectivo de colonizar estas terras mas sim se instalaram nelas fazendo trocas comerciais, quando estes cá chegaram encontraram os árabes dai a chegada destes foi muito desastrosa “Supracitado” desta feita por sua vez os árabes sendo lhes roubado uma dos maiores fontes de renda de ouro/minerais causou conflitos (Guerra entre outros), por sua vez com a esperteza dos português estes dominaram os territórios moçambicanos, fascinados pelo ouro que ele continha. Estes assinaram acordos com o Impererio Mwenemutapa para se ter uma livre circulação no território e sem restrições.



















    Bibliografia
    NHAPULO, Telesfero de Jesus, Historia 12a Classe, Plural Editores, Maputo 2013
    Ligações da Web: www.estudamoz.blogspot.com