Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

A Escola de Mileto - FILOSOFIA


Os primeiros filósofos eram naturais da cidade de Mileto. Foram chamados por Aristóteles, tempos depois, de “físicos”, porque o problema central com o qual lidavam era a questão da physis. Atualmente, damos aos primeiros filósofos a qualidade de “pré-socráticos”, pois investigam questões diferentes das que passaram a ser abordadas pela filosofia após Sócrates. As mais importantes perguntas que os pré-socráticos faziam eram:
– Como surgiu o cosmos?
– Como a physis é ordenada?
– Quais são os elementos fundamentais da physis, ou seja, qual é o arché?
A resposta apresentada por cada um dos três principais filósofos milesianos foi baseada na idéia de que a physis tinha um arché unitário. Em outras palavras, um único princípio deve ser utilizado para explicar todas as coisas no cosmos.
Grande parte dos textos dos primeiros filósofos milesianos se perdeu no tempo. A maior fonte de conhecimento sobre suas teses vem de filósofos e historiadores posteriores que relataram as posições defendidas pelos filósofos anteriores.
Esses relatos foram chamados doxografia, palavra que deriva de doxa, que significa opinião na língua grega, e graphia, que significa escrita. Então, doxografia de um filósofo é o conjunto de opiniões sobre a filosofia de um determinado filósofo da Antiguidade. A doxografia é a maior (e, muitas vezes, a única) fonte de conhecimento dos filósofos da Escola de Mileto: Tales, Anaximandro e Anaxímenes.
Tales (624-546 a.C.) foi considerado o primeiro de todos os filósofos. Em contraste com as antigas explicações mitológicas, Tales tentou encontra explicações naturalistas para o mundo, sem referência a coisa alguma sobrenatural. Explicou, por exemplo, os terremotos por meio da teoria de que a Terra flutua na água; os terremotos seriam causados pelo encontro da Terra com ondas.
Tales procurava pelo “princípio” de todas as coisas, ou seja, pelo arché. O arché seria aquilo de que todas as coisas seriam compostas, em que todas as coisas subsistem e para que todas as coisas tendem.
Segundo a cosmologia de Tales, a arché seria a água. Todas as coisas seriam compostas por água.
Devido ao fato de ter sido o primeiro pensador a procurar um princípio natural observável (a água) para explicar todas as coisas, muitas vezes Tales é considerado o primeiro cientista.
Contudo, provavelmente o que Tales tinha em mente com a idéia de água não era o mesmo que nós, que pensamos na substância H2O. Provavelmente o que Tales tinha em mente era algo como o elemento líquido, o princípio líquido como a fonte de todas as coisas na natureza.
Este elemento ou princípio líquido, considerado de modo unitário, seria a fonte, o fim e o substrato de todos os seres individuais e múltiplos.
Assim, o princípio líquido universal é aquilo de que todas as coisas surgem, em que todas as coisas existem e para o que todas as coisas se encaminham.
Evidentemente, esta idéia, embora seja naturalista, pois o princípio líquido é parte da natureza, não é materialista. Tales não era um filósofo para quem a única realidade era material; na verdade, a realidade substancial é natural, é una, mas não é material.
Note-se que não-material não significa sobrenatural. Mesmo quando diz que o ímã tem alma, não utiliza aqui um princípio sobrenatural; apenas justifica o movimento do ímã na direção do ferro (ou o contrário) por um princípio natural, o princípio da vida (a alma), pois apenas o que tem vida poderia mover-se autonomamente. Embora não-material, o princípio fundamental é parte da physis.
Neste sentido, podemos também compreender a tese mais conhecida de Anaximandro (610-546 a.C.). Aluno de Tales, professor de Anaxímenes e de Pitágoras, foi o primeiro filósofo a escrever seus estudos, embora apenas um fragmento de seu trabalho ainda exista.
Anaximandro seguiu a mesma linha de Tales e foi além.  Afirmou que a natureza é regida por leis, como as sociedades humanas, e nada que cause distúrbio ao balanço da natureza pode durar muito tempo.
Suas contribuições à filosofia envolvem várias disciplinas. Na astronomia, tentou descrever a mecânica dos corpos celestes em relação à Terra. Também desenhou um mapa do mundo que contribuiu grandemente para o avanço da geografia. Esteve envolvido com a política de Mileto e foi enviado como líder de uma de suas colônias.
Contudo, foi a respeito do princípio fundamental que Anaximandro fez suas mais duradouras contribuições para a filosofia.
Ao contrário de Tales, que propôs que o arché fosse o princípio líquido, ou seja, a água, Anaximandro defendeu que o princípio não era líquido, nem sólido, nem gasoso (mesmo que líquido, sólido ou gasoso fossem tomados como princípios muito gerais e quase metafóricos). Sua proposta foi de que o arché não pode ter limite, determinação nem forma.
Afinal, se o arché tiver forma, todas as coisas criadas dele terão necessariamente a forma do arché. Contudo, se o arché não tiver forma, limite ou determinação, pode vir a se tomar a forma, ter o limite e determinar-se como qualquer outra coisa.
Anaximandro deu a esse arché indefinido, indeterminado e ilimitado o nome ápeiron. O ápeiron está presente em todos os lugares; assim como o líquido para Tales, é do ápeironque tudo surgiu, é no ápeiron que tudo existe e para o apeíron tudo segue – o ápeiron é o início, o meio e o fim.
Aqui torna-se evidente que estamos diante de algo novo: o ápeiron é um princípio natural que nos lembra a idéia de Deus – num momento em que ninguém ainda havia pensado em Deus desse modo.
Mesmo a primeira religião monoteísta, o judaísmo, não tinha ainda naquela época adotado de modo inequívoco a concepção da tradição sacerdotal hebraica de um Deus universal, onisciente, onipresente e onipotente, a concepção que ficaria consagrada após alguns séculos.
Em outras palavras, a concepção racional e naturalista de Anaximandro a respeito do arché precedeu e, possivelmente, influenciou a concepção de Deus que se teria posteriormente na Grécia, no judaísmo e no cristianismo. Estamos diante de uma concepção naturalista de Deus – um Deus desumanizado, desantropomorfizado, universal, fonte, fim e substrato de todos os seres; em suma, estamos diante da primeira concepção de um Ser que puramente É – conceito que a Escola Eleata desenvolveu mais profundamente ainda nos primórdios da filosofia grega.
Anaxímenes (585-525 a.C.) foi aluno de Anaximandro. Suas idéias são próximas à dos dois outros milesianos, mas, em lugar do princípio líquido ou do ápeiron, era o ar a ser tomado como arché.
Esta idéia parece, à primeira vista, um retrocesso de um princípio bastante complexo, como o ápeiron, de volta a um princípio material (como aparentemente é a água). Contudo, assim como a água a que Tales faz referência não é o que nós chamamos comumente água, o que Anaxímenes chama ar não é o que nós chamamos ar. Anaxímenes não se referia à mistura química gasosa entre o oxigênio, o nitrogênio e o gás carbônico: o ar, para os gregos, era considerado algo infinito que preenche todos os lugares em todo o cosmos. É algo que, além disso, move as coisas materiais, como as árvores, mas não pode ser visto.
Além disso, tanto para os gregos quanto para talvez todas as civilizações da Antiguidade, o ar, o sopro, o hálito, era considerado o princípio vital. Isso parece evidente: a respiração, ou a falta dela, indica se um ser vivo vive ou morre; quando um bebê nasce, precisa começar a respirar; a morte vem frequentemente acompanhada de um último suspiro; e é muito comum na religiosidade antiga que a vida seja dada pela divindade com um sopro vital (“Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente”; Gn 2,7); na própria tradição judaica e cristã, Deus é às vezes visto como uma brisa ou um vento suave (“e depois do terremoto um fogo, mas Iahweh não estava no fogo; e depois do fogo o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta”; I Reis 19,12-13).
Isso significa que também Anaxímenes propõe um princípio natural que não é, a despeito do que possa parecer à primeira vista, material. Pode-se dizer que este princípio, assim como o proposto por Tales, tem uma manifestação material – mas o princípio uno e universal não o é. Ainda assim, é um princípio físico, ou imanente.Ou seja: ainda que possamos fazer referência a um “sopro divino” na tese de Anaxímenes, esse “divino” é constitutivo da physis na própria physis. Em outras palavras, o divino, para Anaxímenes, é natural.

Heráclito de Éfeso - FILOSOFIA


Heráclito, conhecido como “o obscuro”, foi um pensador e filósofo pré-socrático considerado o “Pai da Dialética”.


Filho de nobres, pertencia à família real da cidade. Personalidade forte, Heráclito não apreciava a vida pública e se afastou de temas como arte e religião.
Diante disso, passou grande parte de sua vida introspectivo com seu jeito orgulhoso e esnobe, sendo muito criticado pelo seu povo.
Com isso, passa a viver nas montanhas, afastado de todos e aperfeiçoando suas teorias.

Filosofia de Heráclito

Como Tales de Mileto, Heráclito acreditava no princípio único abalizado na “Filosofia Unitarista”, cujo princípio estava fundamentado na unidade elementar e, no caso de Heráclito, o elemento fogo. Segundo ele,
Tudo provem do Um e o Um provem do Todo”.
O filósofo baseava suas ideias na lei fundamental da natureza, de modo que, segundo ele, “Tudo flui” e “Nada é permanente, exceto a mudança”.
A partir disso, acreditava que tudo o que existe está em permanente mudança ou transformação, conceito denominado “Devir” (tornar-se, do vir-a-ser), sujeitas ao “logos” (razão ou lei).
Tendo em vista seus conceitos, foi o criador do pensamento dialético, a doutrina dos contrários, onde, das contradições, surgem a unidade dialética.
Em resumo, a dialética propõe a busca da verdade através da relação entre dois conceitos opostos, numa relação de interdependência.
Por exemplo, a escuridão somente existe pois o conceito de luz é seu oposto, onde um não existe sem o outro.
Assim, Heráclito, pai da dialética, afirma que todas as coisas por meio da dualidade, cujo o "logos" é sua resultante, ou seja, o conhecimento nascido desse embate.

Frases de Heráclito

  • Ninguém entra em um mesmo rio uma segunda vez, pois quando isso acontece já não se é o mesmo, assim como as águas que já serão outras.”
  • Paremos de indagar o que o futuro nos reserva e recebamos como um presente o que quer que nos traga o dia de hoje.
  • Muito estudo não ensina compreensão.”
  • A sabedoria é a meta da alma humana; mas a pessoa, à medida que em seus conhecimentos avança, vê o horizonte do desconhecido cada vez mais longe.
  • A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres.”
  • Sabedoria consiste em falar e agir da verdade. Aprendizagem muito não ensina compreensão. Todas as coisas vêm a seu tempo devido. O sol é novo a cada dia.”

A Transição do Mito para a Reflexão Filosófica


Introdução 



A mitologia é o estudo do mito, das suas origens e significados. Alguns dos mitos mais conhecidos fazem parte da mitologia grega, que exprime a maneira de pensar, conhecer e falar da cultura grega. Fazem parte da mitologia grega os deuses do Olimpo, os Titãs, e outras figuras mitológicas como minotauros e centauros.



  1. Índice 
  2. Introdução.1
  3. A transição do mito para a reflexão filosófica..2
  4. Mitos (conceito)..2
  5. Tipos de Mitos..2
  6. Características do conhecimento mitológico...4
  7. Funções dos mitos..4
  8. Surgimento da filosofia e suas escolas..5
  9. Características do conhecimento filosófico..6
  10. Conclusão..8
  11. Bibliografia..9

    A transição do mito para a reflexão filosófica 
    Desde sempre e naturalmente o ser humano preocupou em conhecer a razão das coisas. As perguntas, porem profundas, que as crianças colocam aos adultos, como: Porque é que o caro tem rodas? Porque é que Chove? São prova desta realidade. 

    1.0 Mitos (conceito) 
    Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis. Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e pessoas que realmente existiram.

    A mitologia é o estudo do mito, das suas origens e significados. Alguns dos mitos mais conhecidos fazem parte da mitologia grega, que exprime a maneira de pensar, conhecer e falar da cultura grega. Fazem parte da mitologia grega os deuses do Olimpo, os Titãs, e outras figuras mitológicas como minotauros e centauros. 

    Tipos de Mitos 
    • Mitos cosmogônicos 
    São os mitos de criação. Nesse tipo de mito encontramos a figura do criador ou criadores. Eles explicam como o mundo foi criado. Geralmente esses mitos mencionam uma matéria já existente a toda a criação: o oceano, o caos ou a terra. 
    • Mitos escatológicos 
    São mitos que apresentam o enigma da morte. Sua origem, para onde vamos após a morte, o fim do mundo. 
    • Mitos fundadores 

    São aqueles que narram à origem de uma nação, cidade, crença, rito. 
    • Mitos soteriológicos 
    Apresenta o universo da iniciação e dos mistérios, dos rituais, dos percursos purificadores. São os mitos dos salvadores, dos heróis. 
    • Mitos teogónicos 
    São mitos que relatam o nascimento dos deuses, as suas genealogias e seus parentescos. 

    • Mitos naturalistas 
    Esses mitos apresentam uma justificação mítica para os fenômenos naturais, telúricos, astrais e atmosféricos. Comum na Mitologia Ioruba. Eles explicam de onde surgiu a chuva, os raios, o oceano, etc. 
    • Mitos heroicos 
    Comum nas mitologias gregas e romanas, narram às atividades e ações dos heróis (ou semideuses, filhos de humanos com deuses). 

    1.1 Características do conhecimento mitológico 
    • Os mitos representam os factos ou personagens reais, exagerados pela imaginação popular, tradição, etc. 
    • Os mitos explicam as origens do mundo e do homem por meio de personagens sobrenaturais como deuses ou semi – deuses; 

    RACIONALIDADE 
    O primeiro tipo de resposta dado para resolver os problemas do mundo concreto (physis) foi o mitológico. Quando percebeu-se que esse tipo de conhecimento tinha muitas falhas, os povos antigos passaram a buscar novas respostas. Tal mudança ocorreu na Grécia. Historicamente falando, aproximadamente no século VIII aC havia. 

    1.2 Funções dos mitos 
    O mito possui três funções principais: 
    O mito tem função explicativa ou simbólica e, geralmente, está relacionado a uma data ou uma religião. Quando relacionado à origem do mundo ou do homem, remete a personagens sobrenaturais, tais quais deuses, semideuses e monstros. Diferencia-se da filosofia ao afastar-se da razão e buscar explicações no simbólico e no sagrado. Acontecimentos reais podem ser mitificados caso a cultura permita e a comunidade agregue a simbologia necessária para isso. Mito não é o mesmo que lenda. 
    O pensamento mítico envolve e relaciona elementos diversos, fazendo com que eles ajam entre si. Depois, ele organiza a realidade, dando um sentido metafórico às coisas, aos fatos. Em terceiro plano, ele cria relações entre os seres humanos e naturais, mantendo vínculos secretos que necessitam ser desvendados. O mito nos ajuda a se acomodar no meio em que vivemos. 
    Uma das razões da existência do mito é a necessidade de saciar a curiosidade dos homens em uma época em que a ciência ainda não tinha se desenvolvido ao ponto de explicar alguns fatos importantes – como a origem do Universo e a origem da vida. Além disso, o mito tem a função de tornar algo público por meio de uma narrativa marcante, que chame a atenção e desperte o interesse das pessoas 
    Muitas vezes, o mito é usado, também, para designar crenças ou convenções que são usadas no dia-a-dia mas não têm fundamentos corretos ou aprofundamento científico. Por outro lado, acontecimentos históricos que tenham grande importância simbólica para um grupo cultural pode se transformar em mito, considerando-se que esta simbologia pode se juntar aos fatos reais, construindo o especto mitológico. Por sua importância e seus efeitos ao longo da História, o mito – suas origens e significado – é estudado pela mitologia. 

    2.0 Surgimento da filosofia e suas escolas 
    A palavra filosofia vem do grego, e em sua etimologia, abordada o significado sintético: philosu philia que quer dizer amor ou amizade; e Sophia, que significa sabedoria, ou seja, literalmente significa amor ou amizade pela sabedoria. 
    A palavra, nessa conceção que temos, surgiu com Tales de Mileto (aproximadamente em 595 a.C.), e ganhou especial sentido com Pitágoras (aproximadamente em 463 a.C). E, sobre esses e outros filósofos. 
    A Filosofia é o estudo das inquietações e problemas da existência humana, dos valores morais, estéticos, do conhecimento em suas diversas manifestações e conceitos, visando à verdade; porém, sem se considerar como verdade absoluta, nem tentando achar essa máxima como verdade absoluta. 
    A origem da Filosofia como ciência, ou mesmo como forma de estudo das inquietações humanas, surge no século VI , na Grécia antiga, que é chamada de “o berço da Filosofia ocidental”. 
    Os primeiros pensadores chamados filósofos foram Tales, Pitágoras, Heráclito e Xenófanes que, na época, concentravam seus esforços para tentar responder racionalmente às questões da realidade humana. 

    Escolas da filosofia 
    Escola jônica 
    Escola Jónica foi uma escola da filosofia grega centrada na cidade de Mileto, na Jônia, nos séculos VI e V a.C. Embora a Jônia tenha sido o centro da filosofia ocidental, os filósofos que ela produziu, incluindo Tales, Anaximandro, Anaxímenes, tinham pontos de vista tão divergentes que não se pode dizer que tenham pertencido, stricto sensu, a uma escola filosófica específica. Aristóteles os chamou de physiologoi, significando "aqueles que discursavam sobre a natureza", porém jamais os classificou numa "escola jônica". A classificação foi feita pela primeira vez por Sócion, historiador da filosofia do século II. Por vezes são designados como cosmologistas, já que quase todos eram fisicalistas que tentavam explicar a natureza da matéria. 
    Enquanto alguns dos filósofos classificados nesta escola também são incluídos na escola milésia de filosofia, outros têm uma classificação mais problemática. 
    A maior parte dos cosmologistas acredita que embora a matéria possa mudar de uma forma para outra, toda a matéria tem algo em comum, inalterável. Não concordavam no que seria isto, partilhado por todas as coisas, e nem faziam experimentos para descobrir, mas utilizavam-se da racionalização abstrata, no lugar da religião ou da mitologia, para se explicar, tornando-se assim os primeiros filósofos da tradição ocidental. 
    Filósofos posteriores ampliaram seus estudos, incluindo outras áreas do pensamento. A escola eleática, por exemplo, também estudava a epistemologia; os jônicos, no entanto, foram o primeiro grupo de filósofos a se ter notícia, e daí vem sua importância histórica. 

    2.3 Características do conhecimento filosófico 
    • Racionalidade 
    O primeiro tipo de resposta dado para resolver os problemas do mundo concreto (physis) foi o mitológico. Quando percebeu-se que esse tipo de conhecimento tinha muitas falhas, os povos antigos passaram a buscar novas respostas. 
    • Questionamento 
    Ainda em decorrência do comércio marítimo, os gregos entraram em contato com povos orientais, devido à expansão do mundo grego. Ao se depararem com cultura tão diversificada, os gregos passaram a formular questões. 
    • O uso de conceitos 
    Antes da Idade Moderna, a Filosofia era tida como o conjunto de todos os saberes em proveito dos seres humanos. Com a divisão das ciências, ocorrida na Idade Moderna, a Filosofia passou a trabalhar, entre outros aspetos, com as bases de cada ciência (que dela se originou). 
    • Transmissão pelo diálogo 
    Desde o início a filosofia caracterizava-se pelo diálogo. Entende-se por diálogo a conversação entre duas pessoas. Dentro das principais ideias filosóficas, não se poderia pensar na filosofia como uma preleção de alguém muito inteligente a outros ignorantes. 
    • Reflexão crítica 
    É uma característica marcante do conhecimento filosófico. Reflexão vem do latim Refletirem, que significaria, em outras palavras, uma “ré em algo lido”, uma revisão de alguma informação 

    Conclusão 
    Durante a elaboração do trabalho concluímos que: 
    O pensamento mítico envolve e relaciona elementos diversos, fazendo com que eles ajam entre si. Depois, ele organiza a realidade, dando um sentido metafórico às coisas, aos fatos. Em terceiro plano, ele cria relações entre os seres humanos e naturais, mantendo vínculos secretos que necessitam ser desvendados. O mito nos ajuda a se acomodar no meio em que vivemos. 
    Uma das razões da existência do mito é a necessidade de saciar a curiosidade dos homens em uma época em que a ciência ainda não tinha se desenvolvido ao ponto de explicar alguns fatos importantes – como a origem do Universo e a origem da vida. Além disso, o mito tem a função de tornar algo público por meio de uma narrativa marcante, que chame a atenção e desperte o interesse das pessoas 

    Bibliografia 
    • Manual de Filosofia 11ª classe Longaman editora Moçanbique; 

    FILOSOFIA: Classificação dos Silogismos (Categoricos e Hipoteticos)




    Silogismo - Conceito
    Um silogismo é um argumento que consta de três proposições; destas, a última deduz-se necessariamente a partir das duas outras. O termo resulta do conceito latim syllogĭsmus, que, por sua vez, deriva de um vocábulo grego.
    Trata-se de uma forma de raciocínio dedutivo em que duas das proposições são premissas e a terceira é uma conclusão. O silogismo é uma argumentação que, a partir de um antecedente que compara dois termos com um terceiro, permite inferir ou deduzir um consequente.
    Ou por outras, o modelo de silogismo é formado por três proposições que incluem um termo médio (que é comum às duas premissas e é eliminado na conclusão) e dois extremos. Vejamos um dos exemplos mais usados neste contexto:
    Todo o homem é mortal
    Sócrates é homem
    Logo, Sócrates é mortal

    Classificação dos Silogismos
    Há dois tipos principais de silogismos: Categóricos e Hipotéticos.
    Os categóricos compreendem dois tipos: regulares e irregulares.
    Os silogismos regulares são aqueles que cuja estrutura apresenta três proposições e três termos
    Silogismos irregulares
    Dá-se o nome de silogismos irregulares ou derivados aos silogismos categóricos que, na sua estrutura e matéria, apresentam mais ou menos do que três termos e mais ou menos do que três premissas. Estas são estruturas argumentativas que, embora validas, não obedecem a uma forma canónica, isto é a um padrão de silogismo categórico.
    Abaixo estão alguns silogismos categóricos irregulares ou derivados
    Entimema (ou silogismo incompleto)
    É um silogismo ou argumento em que uma das premissas, ou inclusive as duas não estão expressas por poderem subentendidas.
    Exemplo: A SIDA é uma doença infecciosa porque é transmitida por um vírus.
    Neste caso, falta a premissa maior: as doenças infecciosas são transmitidas por um vírus
    Passando para a forma canónica (Padrão) temos:
    As doenças infecciosas são transmitidas por um vírus.
    A SIDA é transmitida por um vírus.
    Portanto a SIDA é uma doença infecciosa.
    O uso da Entimema é frequente numa situação discursiva, pois os sujeitos falantes pressupõem que as premissas omissas são sobejamente conhecidas, preferindo; então, subentendê-las, para não cansar os seus interlocutores. Facto que, em algumas situações, pode gerar confusão.
    Epiquerema
    O epiquerema é um argumento em que uma ou ambas as premissas apresentam a prova ou razão de ser do sujeito. Geralmente é acompanhada do termo porque ou algum equivalente.
    Exemplo:
    Todo demente é irresponsável, porque não é livre.
    Pedro é demente, porque o exame médico constatou positivo.
    Logo, Pedro é irresponsável.
    No epiquerema sempre existe, pelo menos, uma proposição composta, sendo que uma das proposições simples é razão ou explicação da outra.

    Polissilogismo
    O polissilogismo é uma espécie de argumento que contempla vários silogismos, em que a conclusão de um serve de premissa maior para o próximo.
    Como por exemplo:
    Quem age de acordo com sua vontade é livre.
    O racional age de acordo com sua vontade.
    Logo, o racional é livre.
    Quem é livre é responsável.
    Logo, o racional é responsável.
    Quem é responsável é capaz de direitos.
    Logo, o racional é capaz de direitos.

    .


    Silogismo informe
    O silogismo informe caracteriza-se pela possibilidade de sua estrutura expositiva poder ser transformada na forma silogística típica.
    Por exemplo:
    A defesa pretende provar que o réu não é responsável do crime por ele cometido. Esta alegação é gratuita. Acabamos de provar, por testemunhos irrecusáveis, que, ao perpetrar o crime, o réu tinha o uso perfeito da razão e nem podia fugir às graves responsabilidades deste ato.
    Este argumento pode ser formalizado assim:
    Todo aquele que perpetra um crime quando no uso da razão é responsável por seus atos.
    Ora, o réu perpetrou um crime no uso da razão.
    Logo, o réu é responsável por seus atos.

    Sorites
    O sorites é semelhante ao polissilogismo, mas neste caso ocorre que o predicado da primeira proposição se torna sujeito na proposição seguinte, seguindo assim até que na conclusão se unem o sujeito da primeira proposição com o predicado da última.
    Por exemplo:
    A Grécia é governada por Atenas.
    Atenas é governada por mim.
    Eu sou governado por minha mulher.
    Minha mulher é governada por meu filho, criança de 10 anos.
    Logo, a Grécia é governada por esta criança de 10 anos.

    Silogismo hipotético
    Um silogismo hipotético contém proposições hipotéticas ou compostas, isto é, apresentam duas ou mais proposições simples unidas entre si por uma cópula não verbal, isto é, por partículas. As proposições compostas podem ser divididas em:
    A) Claramente compostas: são aquelas proposições em que a composição entre duas ou mais proposições simples são indicadas pelas partículas: eouse ... então.
    Copulativa ou conjuntiva: "a lua se move e a terra não se move". Nesse exemplo, duas proposições simples são unidas pela partícula e ou qualquer elemento equivalente a essa conjunção. Dentro do cálculo proposicional será considerada verdadeira a proposição que tiver as duas proposições simples verdadeiras e será simbolizada como: p q (ou p.q, ou pq).
    Disjuntivas: "a sociedade tem um chefe ou tem desordem". Caracteriza-se por duas proposições simples unidas pela partícula ou ou equivalente. Dentro do cálculo proposicional, a proposição composta será considerada verdadeira se uma ou as duas proposições simples forem verdadeiras e será simbolizada como: p q.
    Condicional: "se vinte é número ímpar, então vinte não é divisível por dois". Aqui, duas proposições simples são unidas pela partícula se ... Então. Dentro do cálculo proposicional, essa proposição, será considerada verdadeira se sua consequência for boa ou verdadeira, simbolicamente: p q (ou p q).
    B) Ocultamente compostas: são duas ou mais proposições simples que formam uma proposição composta com as partículas de ligação: salvo, enquanto, só.
    Exceptiva: "todos corpos, salvo o éter, são ponderáveis". A proposição composta é formada por três proposições simples, sendo que a partícula salvo oculta as suas composições. As três proposições simples componentes são: "todos os corpos são ponderáveis", "o éter é um corpo" e "o éter não é ponderável". Também são exceptivos termos como fora, excepto, etc. Essa proposição composta será verdadeira se todas as proposições simples forem verdadeiras.
    Reduplicativa: "a arte, enquanto arte, é infalível". Nessa proposição temos duas proposições simples ocultas pela partícula enquanto. As duas proposições simples componentes da composta são: "a arte possui uma indeterminação X" e "tudo aquilo que cai sobre essa indeterminação X é infalível". O termo realmente também é considerado reduplicativo. A proposição composta será considerada verdadeira se as duas proposições simples forem verdadeiras.
    Exclusiva: "só a espécie humana é racional". A partícula só oculta as duas proposições simples que compõem a composta, são elas: "a espécie humana é racional" e "nenhuma outra espécie é racional". O termo apenas também é considerado exclusivo. A proposição será considerada verdadeira se as duas proposições simples forem verdadeiras.
    O silogismo hipotético apresenta três variações, conforme o conectivo utilizado na premissa maior:
    Condicional: a partícula de ligação das proposições simples é se ... então.
    Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
    A temperatura da água é de 100°C.
    Logo, a água ferve.
    Esse silogismo apresenta duas figuras legítimas:
    a) PONENDO PONENS (do latim afirmando o afirmado): ao afirmar a condição (antecedente), prova-se o condicionado (consequência).
    Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
    A temperatura da água é de 100°C.
    Logo, a água ferve.
    b) TOLLENDO TOLLENS (do latim negando o negado): ao destruir o condicionado (consequência), destrói-se a condição (antecedente).
    Se a água tiver a temperatura de 100°C, a água ferve.
    Ora, a água não ferve.
    Logo, a água não atingiu a temperatura de 100°C.
    Disjuntivo: a premissa maior, do silogismo hipotético, possui a partícula de ligação ou.
    Regras do silogismo disjuntivo
    1.      Sempre na premissa menor se nega um dos pólos da alternativa exposta na premissa inicial (disjuntiva), a conclusão afirmará necessariamente o outro.
    2.      Quando na premissa menor se afirma um dos pólos da alternativa só é legítimo concluir negando o outro pólo se a disjunção exposta na premissa inicial for completa, isto é; se os termos em alternativa forem incompatíveis, completamente opostos.
    Exemplo:
    Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
    Ora, a sociedade não tem chefe.
    Logo, a sociedade tem desordem.
    Esse silogismo também apresenta duas figuras legítimas:
    a) PONENDO TOLLENS: afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a conclusão.
    Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
    Ora, a sociedade tem um chefe.
    Logo, a sociedade não tem desordem.
    b) TOLLENDO PONENS: negando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, afirma a conclusão.
    Ou a sociedade tem um chefe ou tem desordem.
    Ora, a sociedade não tem um chefe.
    Logo, a sociedade tem desordem.
    Conjuntivo: a partícula de ligação das proposições simples, na proposição composta, é e. Nesse silogismo, a premissa maior deve ser composta por duas proposições simples que possuem o mesmo sujeito e não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, os predicados devem ser contraditórios. Possui somente uma figura legítima, o PONENDO TOLLENS, afirmando uma das proposições simples da premissa maior na premissa menor, nega-se a outra proposição na conclusão.
    Ninguém pode ser, simultaneamente, mestre e discípulo.
    Ora, Pedro é mestre.
    Logo, Pedro não é discípulo.

    Dilema: O dilema é um conjunto de proposições hipotéticas e contraditórias entre si, tal que, afirmando qualquer uma das proposições, resulta uma mesma conclusão insatisfatória.
    Regras de Dilema
    1.      A disjunção deve ser completa. (se assim não for o adversário tem sempre saída);
    2.      A repetição de cada uma das hipóteses deve ser feita validamente para que o opositor não possa negar as consequências;
    3.      A conclusão comum deve ser a única que pode ser deduzida, caso contrário, o dilema pode ser contestável.
    Exemplo:
    Se dizes o que é justo, os homens te odiarão.
    Se dizes o que é injusto, os deuses te odiarão.
    Portanto, de qualquer modo, serás odiado.
    Outro exemplo de dilema, na cultura popular, é: Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come.



     

    Random Posts

    3/random/post-list